Games For Days é o primeiro clipe do Julian Plenti, projeto solo do Paul Banks, do Interpol.
O clipe mostra o Paul em dois papeis, um bonzinho e um mais dark. Enquanto o certinho está fora, o badboy apavora em um quarto de hotel, com a ajuda de ninguém menos do que a Emily Haines, vocalista do Metric.
Tá aí uma parceria que eu nunca tinha imaginado.
O disco do moçoilo Julian Plenti is... Skyscraper saiu no começo da semana, pela Matador Records.
Tem gente que não deve estar mais aguentando ler aqui sobre o Broken Social Scene, mas quem é fã, com certeza, deve estar tão empolgado quanto eu com as últimas apresentações da banda, e com o novo disco deles que deve sair em breve.
No último final de semana o BSS fez mais um show espetacular em Toronto, que contou não apenas com a presença da Feist, mas também da Emily Haines e da Amy Millan, o que não acontecia há anos.
Com essa formação dos sonhos para qualquer um que goste da banda, eles tocaram faixas clássicas como 7/4 Shoreline e Anthems For A Seventeen-Year-Old-Girl, além de algumas músicas de projetos paralelos dos integrantes como I Feel It All, da Feist, Gimme Sympathy, do Metric, e Love Is New, do Brendan Canning.
Alguém precisa trazer eles para o Brasil AGORA, antes que eles resolvam ir cada um para o seu lado, de novo.
Por enquanto são esses os vídeos desse show que caíram na internet:
Nesse player aí embaixo dá para ouvir três faixas do disco novo do Metric, uma delas em versão acústica, em vídeo, além de ver um mini documentário sobre o processo de composição da Emily Haines, em Buenos Aires (isso mesmo, ela foi para lá só para fazer isso).
O disco, que se chama Fantasies, e chega às lojas no dia 14 de abril.
Antes de tudo, quero deixar claro que vocês podem desconsiderar a minha opinião sobre o Motomix: meu texto virá com o viés de quem imaginou e escreveu conceito, formato e lineup do projeto. Sim, minhaa relação com esse festival é íntima, paterna.
Dito isso, achei o evento incrível. Juro que estou sendo sincero. A expectativa para os shows do Fujiya & Miyagi e, claro, do Go! Team - minhas bandas prediletas da escalação - era astronômica, mas foi correspondida, com sobra. E durante esse sábado no Ibirapuera, havia algo no ar, uma atmosfera especial, que despertava sorrisos, conversas com estranhos, descobertas sensoriais. Talvez tenha sido pela combinação feliz e semi-acidental de cenário (o parque e o dia lindo), acesso (a gratuidade), boa música (ainda que desconhecida) e público presente (gente aberta, diversa e interessante, ao invés dos costumeiros VIPs). Ou pode ter sido a adesão do projeto a uma cartilha simples: menos aparência, megalomania, lugares-comuns, vícios marketeiros e subestimação do público. O nosso calendário cultural é cheio de tudo isso, e o frescor de algo um pouquinho diferente logo é notado.
Bandas selecionadas
Primeiro, tocaram as sortidas bandas nacionais: tivemos o som pesado e oitentista do Venus Volts, o electropop limpo e bem-feito do Stop Play Moon, e o pop-rock rebuscado e cheio de referências (ainda que lento) do Nancy. Foi legal observar como cada uma aproveitou a chance, e fazer apostas sobre o futuro delas (minhas fichas estão no Stop Play Moon).
Bandas internacionais
Depois, chegou a vez das bandas internacionais, que não traziam fama na bagagem, mas tinham a qualidade musical necessária para superar esse revés, mesmo com tempos, gêneros e propostas variadas entre si. Foram elas:
Metric
O Metric, colocado como uma espécie de headliner, fez um show sério, profissional, muito bem-tocado. A experiência das apresentações para grandes platéias no Canadá e EUA ficou clara. Apesar de não ficar empolgado - nunca fui fã da banda -, posso dizer que gostei deles ao vivo. A turma da grade estava histérica, entretanto, da mesma maneira que fiquei com as outras duas bandas.
Fujiya & Miyagi
O Fujiya & Miyagi é precisão, repetição, transe. E todas as músicas que tanto ouvi do Transparent Things estavam lá, nota a nota, amplificadas por um setup de som que acentuou o tão valioso baixo que as torna hipnóticas. Não é o tipo de música capaz de criar histeria em grandes públicos, mas, ainda assim, fiquei surpreso ao ver como a frieza recíproca entre banda e audiência se desfez na entrada do baterista no palco, substituindo a base eletrônica com groove, novas viradas e uma dose extra de funk. No final, todos estavam cativados, com direito a um "aaaaah!" coletivo quando foi anunciada a última música.
The Go! Team
No lado oposto do espectro, tivemos a espontaneidade do Go! Team, trocando instrumentos, improvisando em arranjos e letras, e chamando - aliás, ordenando! - o público, fossem eles fãs antigos ou pára-quedistas, a cantar, dançar e fazer parte. Alguns dizem que o som deles é infantil... Que preguiça dessa gente que considera a ingenuidade como um elemento artístico inferior. Ela é a principal virtude do Go! Team, o combustível da inquebrantável busca pela euforia, sem cinismo ou grandes pretensões. As coreografias, as notas tortas, os samples de metais (incríveis), as gaitas e toda a bagunça restante no som dos ingleses soam ingênuos porque nossos olhos e ouvidos se tornaram cínicos com o tempo. Daquele entusiasmo genuíno no palco, nasceu uma espécie de nostalgia indefinida, definitivamente boa, que não remete a algum momento específico do passado, mas a algo ainda a ser vivido, agora! A mera lembrança do show já estampa meu rosto com um sorriso - que vontade de ser infantil pelo resto da vida! E é música nova, sem rótulos ou comparações, algo difícil de ser encontrado.
E o MP3 do Dia, afinal...
Como MP3 do Dia, vou deixar um dos destaques do show do Fujiya & Miyagi, Knickerbocker, faixa do novo disco, Lightbulbs, anunciado para setembro. A repetição krautrockiana está lá, mas com uma dose extra de calor que amolece, mas não derrete, a fundação glacial do som deles.
O Motomix, que terá neste ano as atrações internacionais Fujiya & Miyagi, The Go! Team e Metric, já divulgou os nomes das bandas nacionais que vão se juntar ao lineup.
Os escolhidos pela curadoria do festival foram Vênus Volts (Campinas), Stop Play Moon (São Paulo) e Nancy (Brasília).
Vale lembrar que tudo isso rola no dia 28 de junho, no Parque do Ibirapuera, e a entrada é gratuita.
O Fujiya & Miyagi, uma das atrações internacionais do Motomix 2008, agora é um quarteto. Os caras chamaram Lee Adams para substituir a bateria eletrônica que eles costumavam usar.
A gente vai poder conferir o que mudou no som dos caras, e ainda deve ouvir algumas faixas novas da banda, já que o novo disco deles, Lightbulbs, será lançado em setembro.
A tracklist de Lightbulbs é a seguinte:
Knickerbocker Glory Uh Pickpocket Goosebumps Rook To Queen's Pawn Six Sore Thumb Dishwasher Pteradactyls Pussyfooting Light Bulbs Hundreds And Thousands
O Motomix rola no dia 28 de junho, no Parque do Ibirapuera. As atrações internacionais são Fujiya & Miyagi, The Go! Team e Metric. A entrada é gratuita.
O The Go! Team, uma das atrações do Motomix deste ano, resolveu disponibilizar algumas faixas para download, de graça, no seu site oficial.
A banda vai colocar à disposição dos fãs uma nova versão de Milk Crisis, além do vídeo da música, e alguns remixes raros. Pena que tudo isso só vai estar disponível no dia 21 de julho, mas vale a pena esperar.
Em setembro, os caras entram em estúdio para gravar o seu terceiro disco, que ainda não tem lançamento previsto.
Lembrando que o Go! Team toca no Motomix ao lado do Fujiya & Miyagi e do Metric, no dia 28 de junho, no Parque do Ibirapuera, e a entrada é gratuita.
Depois de anunciar Fujiya & Miyagi e The Go! Team, o Motomix finalmente matou a curiosidade de todos em saber qual seria sua outra atração internacional.
Acaba de ser confirmada a vinda dos canadenses do Metric (foto). A banda de Emily Haines, que vem trabalhando no seu próximo disco há algum tempo, deve mostrar material novo por aqui.
Para mim esse é o melhor Motomix EVER!
Não se esqueçam: dia 28 de junho, às 15h, no Parque do Ibirapuera, de graça! Coisa de primeiro mundo, né?
Nem acredito! O Broken Social Scene (banda mais que do coração do Dominódromo) realmente vem para o Festival Indie Rock, em agosto. Sempre achei que teria que ir para fora do país para ver um show deles.
Pena que a Feist nem deve vir junto. Ela já está muito famosa para isso.
Mesmo assim, tem tanta gente boa na banda que eu acho que nem vai fazer tanta falta. Veja bem, não estou fazendo pouco dela. Acho que quem lê o blog já percebeu que eu amo a Leslie, mas eu também adoro a Amy Millan e Emily Haines. Bom, vamos esperar e ver qual é a formação que vai vir para cá.
Provavelmente, vem por aí, logo logo, um disco novo do Metric. A banda participou de um show fechado promovido pelo MySpace, na semana passada, onde os fãs podiam pedir as músicas que eles queriam ouvir. Entre as já conhecidas, os caras tocaram algumas faixas novas. Para ver os vídeos, é só clicar aqui.
Esse aí é o clipe novo, beeem legal, do projeto solo da Emily Haines (vocalista do Metric). A faixa é Our Hell, e faz parte do disco Knives Don't Have Your Back.
O Kevin Drew, vocalista do Broken Social Scene, não pára. O cara é sempre cheio de projetos. Agora ele vai lançar um disco solo, no dia 18 de setembro. O álbum tem um nome épico, Broken Social Scene Presents: Kevin Drew Spirit If..., e nada pequena também é a lista de convidados que estarão nele.
Toda a turma que participa do BSS está dentro: Feist, Amy Millan e Evan Cranley, do Stars, Emily Haines e Jimmy Shaw, do Metric.
Além deles, o CD vai contar com participações como: J Mascis, do Dinosaur Jr., Ohad Benchechrit e Charles Spearin, do Do Make Say Think, Andrew Kenny, do American Analog Set, entre outros.
O primeiro clipe do disco é da música "Backed Out On The...", e como não podia deixar de ser, a gravação do vídeo virou uma festa, como tudo o que esse grupinho se envolve.
O próprio Drew falou que o clipe foi filmado de última hora, quando o Dinosaur Jr estava fazendo um show em Toronto, e os integrantes resolveram aparecer na gravação. Ele chamou mais alguns amigos e estava pronta a festa.
Além da alegria da galera, só foram usados sete espelhos, um globo, quatro luzes, uma garrafa de rum, três de tequila, 62 cervejas e quatro pessoas para produzir tudo. A brincadeira até que saiu barata, só US$ 3 mil.
Deixei por último a banda que eu só ouvi mais recentemente. Assim que escutei o Metric me apaixonei. A voz da Emily Haines é maravilhosa, e ela ainda tem dois discos solos e também participa do Broken Social Scene. Coloquei um vídeo de uma versão acústica de "Live It Out", do disco que leva o mesmo nome da música.