
Parece perseguição, mas é decepção. Este foi o pior Tim Festival da história. Nunca foi tão caro, nunca foi tão desorganizado, nunca fomos tão desrespeitados. Do início ao fim! Um festival tão considerado e prestigiado não pode cometer tantas gafes absurdas.
Domingo, no Anhembi, teve de tudo: vi briga, de socos mesmo, e ninguém veio separar - só parou quando um dos caras resolveu ir embora; ouvi relatos de assalto; já não tinha papel higiênico no banheiro, logo no começo (é o mínimo que deveria ter com o ingresso a R$ 200,00); acabaram a cerveja - que depois foi reposta - e, mais para frente, TODAS as bebidas (refrigerante, cerveja, água). Mas isso não era um problema, né? O atendente, que tinha culpa de nada, disse que poderia me dar um copo de água da torneira, se eu quisesse. O problema foi resolvido, de novo, depois de um tempo.
O som do Anhembi, como sempre, estava um lixo. No começo estava baixo, depois aumentaram, mas ficou tudo embolado.
Nós perdemos o show do Spank Rock graças à fila na entrada. Entramos no exato momento em que o Hot Chip subiu ao palco. O começo da apresentação foi bem enérgico. Em menos de meia hora de música, os caras deixaram o palco e demoraram 20 minutos para voltar. Li em alguns lugares que houve uma pane no sistema de distribuição do som. A organização desmentiu e disse que era uma pausa programada pela banda, o que eu, particularmente, duvido. A volta não foi tão empolgante, o público parecia nem saber quem estava no palco, até eles tocarem
Over and Over.
Depois de uma hora de intervalo, a Bjork entrou no palco. O show foi um prato cheio para quem gosta. A islandesa não ficou só nas faixas do seu último disco
Volta, e tocou sons aclamados como
Hunter,
Pagan Poetry,
Army of Me e
Hunter. Eu estaria muito mais feliz se estivesse vendo o show sentada.
Mais um tempão para desmontar todo o aparato da Bjork, e foi a vez da Juliette and The Licks se apresentar. O show é bem fraquinho. Mas ela tem carisma.
Quando o Arctic Monkeys entrou, o público se animou, mesmo com todo o atraso. Foi um show bem básico, sem muita conversa. Tocaram todos as músicas importantes e saíram do palco depois de, mais ou menos, uma hora.
Mais um intervalo de uma hora. Lá pelas 4h, depois de vaias do público devido à demora para começar o show, o Killers apareceu em meio a luzes de natal e árvores. Os caras não perderam tempo. Sabiam que se ficassem enrolando perderiam o público. Não deu outra. Mandaram uma sequência de hits que eu nunca vi igual. Sem enrolação! Nem fizeram o bis programado. Tocaram todas as faixas sem parar.
Apesar de tudo, acho que os verdadeiros fãs das bandas terminaram satisfeitos, mesmo saindo de lá depois das 5h da manhã e tendo que levantar cedo (ou nem dormir) para trabalhar no dia seguinte. Fico imaginando quem veio de outra cidade e tinha um vôo ou ônibus para pegar.
Espero que no ano que vem a organização pense em tudo isso que foi o Tim Festival 2007 e mostre um pouco mais de respeito a quem mais participa do festival: o público.