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26 de outubro de 2009

Made In Paraguay #24: Under The Milkyway (The Church) por The Killers e Chairlift

Esse Made In Paraguay é para todo mundo já ir entrando no clima do Brooklyn Bridge, que rola nos dias 12, 13 e 14 de novembro, no SESC Pompéia, com shows do Chairlift (foto), Telepathe e Bear Hands.

Chairlift e The Killers tocando Under The Milkyway, do The Church.

8 de novembro de 2007

nme elege 50 pessoas mais cool da música

Já saiu a lista que o NME faz todos os anos para eleger as 50 pessoas mais cool do mundo da música.

No ano passado, a grande vencedora foi a Beth Ditto, vocalista do Gossip, mas em 2007, ela caiu para a nona posição. Quem subiu bem na lista foi a vocalista do Cansei de Ser Sexy, Luiza Lovefoxxx, que foi da décima para a terceira posição. O grande vencedor deste ano foi Frank Carter (foto), vocalista do Gallows.

Para não perder a piada, até o bigodão do Brandon Flowers entrou na lista, e abocanhou o 18º lugar... Já o seu dono não passou da 44º posição.



A lista completa é a seguinte:

1 Frank Carter – Gallows
2 Jamie Reynolds – Klaxons
3 Lovefoxxx – CSS
4 Ryan Jarman – The Cribs
5 Lethal Bizzle
6 Alex Turner – Arctic Monkeys
7 Kate Nash
8 Amy Winehouse
9 Beth Ditto – The Gossip
10 Keith Richards – The Rolling Stones
11 MIA
12 Thom Yorke – Radiohead
13 Drew McConnell - Babyshambles
14 Prince
15 Tom Clarke – The Enemy
16 Noel Gallagher – Oasis
17 Hayley Williams - Paramore
18 Brandon’s Tache – Brandon Flowers, The Killers
19 Matt Bellamy – Muse
20 James Smith - Hadouken
21 Caleb Followill – Kings of Leon
22 Matt Helders – Arctic Monkeys
23 Eddie Argos – Art Brut
24 Craig Finn – The Hold Steady
25 Morgan Yeah? – Does it Offend You, Yeah?
26 Simon Neil - Biffy Clyro
27 Simon Taylor - Klaxons
28 Karen O – Yeah Yeah Yeahs
29 Kele Okereke – Bloc Party
30 Meg White – The White Stripes
31 Tim Harrington – Les Savy Fav
32 Gerard Way – My Chemical Romance
33 Jamie T
34 Pete Doherty – Babyshambles
35 Lou Hayter – New Young Pony Club
36 Ian Brown
37 Joe Lean – Joe Lean and the Jing Jang Jong
38 Andy Burrows - Razorlight
39 Kyle Falconer – The View
40 Nicky Wire – Manic Street Preachers
41 Josh Homme - Queens of the Stone Age
42 Cole Alexander - Black Lips
43 Suki - Real Heat
44 Brandon Flowers – The Killers
45 Yannis Philippakis - Foals
46 Patrick Wolf
47 Carlos D - Interpol
48 Santogold
49 Dev Hynes – Lightspeed Champion
50 Spider Webb – The Horrors

30 de outubro de 2007

um balanço (musical) do tim festival 2007

Visto que os problemas de produção do TIM Festival foram muito bem-descritos por Karen Kopitar, falarei estritamente sobre a parte musical do evento:

SEXTA

Girl Talk - Empolgante. As festas daqui tinham que ser mais assim, DJ e público trocando energia, chegando à catarse coletiva que presenciei por lá. Para dar uma idéia da empolgação do sujeito, seu laptop estava envolto por plástico, para evitar os danos do suor torrencial que caía de seu rosto. Os momentos de rock ou pop cafona eram sempre os que mais me empolgavam - como um riff pode ser icônico, não? A dança era constante, mas os braços iam para o alto nessas horas, especificamente, a cada colagem-surpresa, engatilhando novas ondas de empolgação na platéia.

Lindström - Foi mágico. Sim, dá para ser dançante sem excessos, cacofonia, artifícios baratos. Pena que muita gente não entendeu isso; deviam preferir sirenes à elegância e beleza minimalista do produtor norueguês, e acabaram por deixar de dançar porque a batida não era tão óbvia aos ouvidos. Mas ela estava lá, sim, junto às pequenas melodias, as ascensões e quedas, ao persistente groove, formando uma espécie atmosférica e atemporal de disco music.

DOMINGO

Hot Chip - Extremamente original. Não sei quem mais faz esse tipo de música, moderna, percussiva, rica, orgânica. Acho que os discos não fazem justiça à apresentação deles - não tinha reparado na quantidade de camadas que compunha cada canção, nem na potência de suas batidas. Imagino como seria em um club, com um público realmente entrosado. E o novo material soa incrível e ainda mais inovador - viaja de Devo a crunk.

Björk - Surpreendentemente acessível. Ela respeitou o seu repertório, tocando várias do Homogenic (meu disco favorito dela). Vários momentos bonitos, como em Pagan Poetry, e poderosos, como em Army of Me. O circo todo no palco é bem legal, com o coral, a reactable, a teia, o figurino...

Juliette & the Licks - Sei que é lugar-comum, mas parecia uma atriz encenando o papel de uma rockstar. As caras e bocas, as frases, as poses, o som... Não há um pingo de originalidade no rock 1-2-3-4 de garagem da banda, especialmente datado quando contraposto às duas apresentações anteriores.

Arctic Monkeys - Show profissional e um tanto frio. Muitos hits, tocados de forma rápida e seca. Talvez o falatório das músicas não funcione tão bem ao vivo, e acabe por revelar uma ligeira anemia na parte instrumental da banda. Sei lá. Não me empolgou.

The Killers - Muita pompa, uma cafonice kitsch mais do que intencional, um caso de amor com o drama. Os Killers desfilam hits da música pop contemporânea, com a confiança de uma banda de estádio, sem a necessidade de poupá-los para um bis. Qual é a propriedade de suas músicas que as torna tão assimiláveis? Conhecia todas, e nem sabia disso.

o desastre do tim festival 2007

Parece perseguição, mas é decepção. Este foi o pior Tim Festival da história. Nunca foi tão caro, nunca foi tão desorganizado, nunca fomos tão desrespeitados. Do início ao fim! Um festival tão considerado e prestigiado não pode cometer tantas gafes absurdas.

Domingo, no Anhembi, teve de tudo: vi briga, de socos mesmo, e ninguém veio separar - só parou quando um dos caras resolveu ir embora; ouvi relatos de assalto; já não tinha papel higiênico no banheiro, logo no começo (é o mínimo que deveria ter com o ingresso a R$ 200,00); acabaram a cerveja - que depois foi reposta - e, mais para frente, TODAS as bebidas (refrigerante, cerveja, água). Mas isso não era um problema, né? O atendente, que tinha culpa de nada, disse que poderia me dar um copo de água da torneira, se eu quisesse. O problema foi resolvido, de novo, depois de um tempo.

O som do Anhembi, como sempre, estava um lixo. No começo estava baixo, depois aumentaram, mas ficou tudo embolado.

Nós perdemos o show do Spank Rock graças à fila na entrada. Entramos no exato momento em que o Hot Chip subiu ao palco. O começo da apresentação foi bem enérgico. Em menos de meia hora de música, os caras deixaram o palco e demoraram 20 minutos para voltar. Li em alguns lugares que houve uma pane no sistema de distribuição do som. A organização desmentiu e disse que era uma pausa programada pela banda, o que eu, particularmente, duvido. A volta não foi tão empolgante, o público parecia nem saber quem estava no palco, até eles tocarem Over and Over.

Depois de uma hora de intervalo, a Bjork entrou no palco. O show foi um prato cheio para quem gosta. A islandesa não ficou só nas faixas do seu último disco Volta, e tocou sons aclamados como Hunter, Pagan Poetry, Army of Me e Hunter. Eu estaria muito mais feliz se estivesse vendo o show sentada.

Mais um tempão para desmontar todo o aparato da Bjork, e foi a vez da Juliette and The Licks se apresentar. O show é bem fraquinho. Mas ela tem carisma.

Quando o Arctic Monkeys entrou, o público se animou, mesmo com todo o atraso. Foi um show bem básico, sem muita conversa. Tocaram todos as músicas importantes e saíram do palco depois de, mais ou menos, uma hora.

Mais um intervalo de uma hora. Lá pelas 4h, depois de vaias do público devido à demora para começar o show, o Killers apareceu em meio a luzes de natal e árvores. Os caras não perderam tempo. Sabiam que se ficassem enrolando perderiam o público. Não deu outra. Mandaram uma sequência de hits que eu nunca vi igual. Sem enrolação! Nem fizeram o bis programado. Tocaram todas as faixas sem parar.

Apesar de tudo, acho que os verdadeiros fãs das bandas terminaram satisfeitos, mesmo saindo de lá depois das 5h da manhã e tendo que levantar cedo (ou nem dormir) para trabalhar no dia seguinte. Fico imaginando quem veio de outra cidade e tinha um vôo ou ônibus para pegar.

Espero que no ano que vem a organização pense em tudo isso que foi o Tim Festival 2007 e mostre um pouco mais de respeito a quem mais participa do festival: o público.

29 de outubro de 2007

vídeos do tim festival

Depois a gente fala sobre o show que rolou ontem, no Anhembi.

Spank Rock - São Paulo*


Hot Chip - São Paulo*


Bjork - São Paulo*


Juliette and The Licks - São Paulo*


Arctic Monkeys - Rio de Janeiro


The Killers - Rio de Janeiro


* Vídeos tirados do site IG.

27 de outubro de 2007

qual é o joga - domingo 28/10

Anhembi - Tim Festival (recomendado)
Entrada: R$ 200,00; R$ 400,00 (VIP) // 18:30
Av. Olavo Fontoura, 1209 - Santana





Show: Joe Lovano Nonet, Joey DeFrancesco trio e convidado especial Bobby Hutcherson, Cecil Taylor e Conrad Herwig's Latin Side
Entrada: R$ 120,00 // 20h30
Av. Pedro Álvares Cabral S/N, Parque do Ibirapuera

Vegas - Orgástica
Show: Impostora // DJ: Click, Gabriel Rocha,Tchiello K, Kid Vinil e Bobby
Entrada: R$ 15,00 // Lista: R$ 10,00
Rua Augusta, 765 - Consolação // Tel: (11) 3231-3705

Aloca - Grind
DJ: André Pomba e convidados
Entrada: R$ 25,00 // Flyer: R$ 20,00
Rua Frei Caneca, 916 // Tel: (11) 3159.8889