7 de julho de 2008
4 de julho de 2008
club de las serpientes #13 - carrie

Durante a semana que passei no México, DF, conheci um grupo de garotas num bar perdido na Colonia Condesa. Brasil? Qué bien! E seguiram com pouco comum brasileiros por aqui, bem menos corriqueiro do que se imagina. Se é para pagar US$900, a gente prefere Miami. A comemorar el encuentro, no? Hay fiesta na casa de uma amiga aqui do lado, te parece? Ou join us, pen-de-jo, brincando, a morena de franja comprida, cruzada na testa. Aquí, la mayoría nos llevamos más o menos bien con el inglés. No tan bien con el portugués, risadinha. Sei, sei, pensei. Lembrei do disco da Carrie, que tinha em casa, 1981. Sí, sí, me da la sensación de que lo lleváis genial. Buey, qué acento español, he? Minha mãe e alguns anos em Vigo, expliquei. Vinha flertando com ela tinha tempo. Laura. Y usted? Bom, inventamos vários temas para conversa, adivinhei as músicas que tocavam na sala, percorremos os cômodos da casa, arrumei a franja mais de uma vez, bebemos mezcal, comemos doritos, dançamos "Djobi Djoba" e ouvi Austin TV, acredita? Trocamos duas ou três palavras sobre literatura, anotei o nome Gustavo Sainz, rimos, até sentir saudades, e terminamos a noite lá pelas 4h, passeando com a Tibita, a Yorkshire gorda da família. Gracinha.
Rodrigo Maceira
myspace.com/carriestatic
[MP3: Carrie - Feeding Little Dogs]
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3 de julho de 2008
mp3 do dia - mogwai

The Sun Smells Too Loud... Apesar da sinestesia do nome, a primeira amostra de The Hawk is Howling (2008) tem nada de psicodélica. Ao contrário: mostra um Mogwai mais padronizado, eletrônico, quase krautrock. Agora, os sintetizadores roubam o show das guitarras, e a banda passa longe das explosões sônicas que os tornaram famosos.
Apesar do radicalismo na mudança - que, pensando bem, já estava anunciada em músicas recentes -. poucos segundos bastam para reconhecer a excelência do Mogwai. A faixa é uma extensão dos momentos mais sutis da banda, com um crescendo paciente, não de volume e distorção, mas sim, detalhes e acentos; após uma década ensurdecedora, o juízo, afinal.
Após tantas críticas negativas aos últimos discos (que eu adoro), o Mogwai está mais próximo de um Juan Stewart do que da cena que criou. E continua espetacular.
[MP3: mogwai - the sun smells too loud]
of montreal dá uma dica de como será o seu novo disco

Quem está babando para ouvir o próximo disco do Of Montreal, Skeletal Lamping, já pode ter uma idéia do que vem pela frente.
O álbum só sai no dia sete de outubro, mas hoje, os caras divulgaram um teaser mostrando um pouco do material - e em se tratando de Of Montreal, mostrar o material pode ter vários sentidos. Mas pode ficar tranquilo: dessa vez, a amostra é somente musical.
Para ouvir, é só clicar aqui.
Para ouvir, é só clicar aqui.
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of montreal
2 de julho de 2008
mp3 do dia - my psychoanalyst

Não importa como a gente começa, mas sim como termina, recomenda a sabedoria dos avós. E o começo de We Disagree, ainda que ótimo, torna-se pífio próximo à sua conclusão arrebatadora. Talvez ele sirva como uma expectativa posta lá, de forma calculista, para amplificar o efeito do arremate - a guitarra seca e restrita preparando o solo para o overdrive, como o "escada" para o cômico, a tela branca para o vermelho-sangue, a caracterização para o clímax. E os ingleses do My Psychoanalyst, que nem disco ainda têm, já mostram um domínio de uma das ferramentas mais efetivas do rock, da literatura, do cinema...
Mas como é essa bendita conclusão da qual tanto falo, afinal?
Bem, ela é tão espetacular que acaba por tomar metade da música, como um coda que não quer desvanecer. E a cabeça logo sacode, um pêndulo ao contrário, equilibrado pelos braços para o alto, varetas invisíveis para a corda bamba da pista vazia, sozinho, descontrolado, vodka na mão e fim de madrugada, pensando "imagina o que eu faria no show...".
É mais ou menos assim.
[MP3: my psychoanalyst - we disagree]
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1 de julho de 2008
mp3 do dia - dosh

O som de um futuro que deu certo - as máquinas colaborando com humanos, ao invés de trucidá-los. Bits e dedilhados, todos prestes a sair de controle, senão pela batuta de Martin Luther King Chavez Dosh, Dosh para os íntimos, sujeito com precisão robótica e sensibilidade proustiana, líder de dois mundos; o John Connor de um musical da Broadway, que resolveu o conflito homem/máquina sem tirar o rifle do armário, regendo instrumentos, sintetizadores e um batalhão de convidados - entre eles, Andrew Bird e Will Oldham.
Jazz, hip-hop, eletrônica e batidas quebradas; Wolves and Wishes (2008), disco lançado pelo incrível selo Anticon, não fica nos pólos, mas divaga pelo meio, à la Manitoba/Caribou. É experimentalismo que vale a pena, e desperta a curiosidade sobre o segredo por trás de cada som. Até a Wired foi tentar descobrir o que passa nas músicas do rapaz. Aposto que saíram sem entender uma coisa.
[MP3: dosh - if you want to, you have to]
de onde veio isso #6
Foals - Red Socks Pugie
Tocada no Fantástico, durante alguma matéria sobre uma nova doença obscura, ou uma nova tendência da moda (de 5 anos atrás), ou alguma coisa relevante somente no Rio de Janeiro.
E ainda tem gente reclamando que o Antidotes era experimental demais. Até a família brasileira discorda de vocês.
Foals - Red Socks Pugie
Tocada no Fantástico, durante alguma matéria sobre uma nova doença obscura, ou uma nova tendência da moda (de 5 anos atrás), ou alguma coisa relevante somente no Rio de Janeiro.
E ainda tem gente reclamando que o Antidotes era experimental demais. Até a família brasileira discorda de vocês.
Foals - Red Socks Pugie
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