16 de dezembro de 2008

um programa obrigatório (na verdade, três)

juan stewart
O incrível Rodrigo Maceira - aquele do Club de las Serpientes, sabe? - está organizando 3 shows obrigatórios no SESC Vila Mariana. No palco, a nova música latino-americana. Destaque para o lindíssimo novo show do Juan Stewart - aquele da Entonces, sabe?

O Dominódromo, claro, estará lá. Todas as noites. E ele acha que você deveria aparecer também.

Franny Glass, Caramelitus e Juan Stewart trazem a nova música do Cone Sul a São Paulo
Independentes da Argentina, do Chile e Uruguai fazem única apresentação no Sesc Vila Mariana


Nos próximos dias 16, 17 e 18 de dezembro, o projeto Cone Sul em Movimento traz ao auditório do SESC Vila Mariana importantes nomes da atual música independente do Uruguai, do Chile e da Argentina. A pequena mostra é o primeiro episódio da trilogia La Joven Guardia, que, em 2009, continuará apresentando jovens artistas da América Latina e da Espanha ao público brasileiro.

Sobre os artistas:

Gonzalo Deniz, o Franny Glass, é uma jovem revelação do novo folk uruguaio. Compositor, intérprete e cineasta, publicou Con la mente perdida en intereses secretos, em 2007, e prepara o lançamento de Hay un cuerpo tirado en la calle ainda para 2008. Seu trabalho aponta influências de Fernando Cabrera e Belle & Sebastian. No Brasil, apresenta-se no formato voz e violão. myspace.com/32canciones

Camila Moreno e Töm Preuss, os Caramelitus, combinam raízes da música latino-americana e texturas eletrônicas, passeando por gêneros como folktronica, dreampop e trip hop. Em sua estréia em São Paulo, a dupla chilena mostra o repertório de El otro habitat, disco virtual publicado em 2008, com influências de Björk, Luzmila Carpio, Violeta Parra e Cocteau Twins. myspace.com/caramelitus

Juan Stewart apresenta em São Paulo o repertório do seu quarto disco solo, Los días (Estamos Felices, 2008). Em seu novo trabalho, o compositor, que tem no currículo colaborações com o novo cinema argentino, dirige todas as atenções para o piano. Melodias minimalistas, efeitos eletrônicos e ambiências, com o acompanhamento de Javier Diz na bateria e na guitarra. myspace.com/juanstewart

Serviço:
CONE SUL EM MOVIMENTO

Franny Glass, Uruguai
16 de dezembro de 2008, às 20h / R$12

Caramelitus, Chile
17 de dezembro de 2008, às 20h / R$12

Juan Stewart, Argentina
18 de dezembro de 2008, às 20h / R$12

Sesc Vila Mariana - Auditório
Rua Pelotas, 141 - São Paulo

INFORMAÇÕES:
http://www.silabaosilbido.com/conesul/
myspace.com/sinopuedobailar
silaba@silabaosilbido.com

12 de dezembro de 2008

então, o blog está largado, né?

Mas voltará logo. Muito trabalho por aqui. Correndo para fechar tudo e garantir as férias. E ouvindo a música desse sujeito. Muito.





Gênio.

4 de novembro de 2008

de onde veio isso #8

Stars & Sons, uma das muitas músicas espetaculares do Broken Social Scene, no comercial inglês de um chocolate da Cadbury.



Acho que eu compraria o produto só pelo bom gosto do anunciante...

30 de outubro de 2008

vocês viram o novo site de vídeos da MTV americana?

Por ora, são mais de 20 mil vídeos, incluindo boa parte dos clássicos do acervo do canal. Dá para encontrar também performances das bandas nos programas deles, como o clássico 120 Minutes (o Lado-B de lá). E tudo funciona muito bem (ao contrário do infame Overdrive daqui).

O endereço do site é www.mtvmusic.com.

Como exemplo, dêem uma olhada no que tem de coisa do Pavement aqui, ó.

22 de outubro de 2008

mp3 do dia - asobi seksu

asobi seksu
Devo ser o único fã de Asobi Seksu que não gostou tanto assim do Citrus. Ainda acho o disco de estréia, Asobi Seksu, muito melhor - os momentos mais belos eram infinitamente mais belos; os barulhentos, infinitamente mais barulhentos. No Citrus, esses extremos foram homogeneizados em músicas curtas e mais rígidas. E houve um equívoco na ênfase à voz aguda de Yuki Chikudate, que virou mais um porém do que um também para a verdadeira força da banda, suas guitarras absurdas.

Não entendo como ninguém concorda comigo: ainda hoje, as poucas músicas que fogem à regra, como a espetacular Red Sea, soam tão melhores do que Strawberries ou New Years, exemplos de uma forçosa tentativa de ser mais pop.

Nada contra a evolução para o pop. Basta ler o arquivo de MP3s do Dia para constatar como sou a favor dessa progressão. Basta que seja bem-feita e não sacrifique justamente aquilo que torna a banda tão especial.

E se o Citrus foi uma tentativa frustrada (e frustrante) de pop, Me & Mary, single novo do próximo disco do Asobi, é certeza irreprensível... Soa coerente com o som deles, mas vai muito além: uma bateria surpreendentemente agressiva, as mesmas guitarras absurdas supracitadas, e uma Yuki cantando com a moderação correta. É absolutamente pop, mas tem extremos, explosões, efeitos, ruídos, todos contidos em 3 minutos. Tudo se encaixou.


[MP3: asobi seksu - me & mary]
do single me & mary (2008)

16 de outubro de 2008

15 de outubro de 2008

mp3 do dia - lukestar

lake toba
O Lukestar é norueguês, mas tem gostinho de emo/post-hardcore americano dos anos 90, aquele momento no qual a turma do hardcore baixou a guarda e disse sim à melodia e a influências mais diversas.

Ainda ficou aí para ler o resto do texto? Que bom.

A lembrança deve surgir da falta de estrutura geral no som do Lukestar: sobram sobreposições meticulosas de guitarras suaves e dedilhadas, vocais em locais inesperados, pausas e novos começos, tempo em contração e estendimento. Tudo em pé, miraculosamente, graças ao grude das melodias. E com uma camada adicional de notas espaciais, que cria uma esquisitice estranhamente palatável - aparentemente, eles são maiores do que o A-Ha lá na Noruega.

O refrão de White Shade é ridiculamente pegajoso. Dá vontade de cantar junto, ainda que duas oitavas abaixo do desequilíbrio hormonal da voz de Truls Heggero, mais alienígena ou infantil do que efeminada. Cantar escondido, claro. Isso não parece música de hipster. E o disco se chama Lake Toba. Vou ter que colocar umas 20 bandas neo-indie-folk-drone por aqui para recuperar o crédito.


[MP3: lukestar - white shade]
do disco lake toba (2008)

14 de outubro de 2008

club de las serpientes #19 - loopdrop

loopdrop
Eu sei, pode parecer loucura, vai de quem quiser acreditar. A gente nunca acha que a nossa vida pode ser cinema. O cotidiano burocrático, a fila no terminal de ônibus, o troco de 1 centavo roubado no caixa do supermercado. Nada disso reforça a possibilidade de uma aventura especial. Caraca. Aí, quando surgiu o convite de viagem, completamente inesperado, tive medo da dívida a prazo e das quase 50 vezes no cartão, Dow Jones, Nasdaq, crédito no osso. Vai ser bom, Gustavo, repeti as 6 horas da noite que me manteve acordado, sem dormir. Férias, rapaz, larga de ser covarde, pomba, a vida passando, a ex-namorada casando, movimento, señor, arriba e adelante!. O espírito com que entrei no avião, frágil, dobrado imediatamente após as 8 horas de vôo (se não fui traído pelo fuso). Na cidade, meio em pânico, a água e a luz atrasadas - por cinco dias em Monterrey? Já foi, Gustavo. Tudo bem. O Alejandro e a Diana, dia inteiro fora, no trabalho; privacidade de hotel. Acordei, descansado, xícara de leite frio, uma volta no quarteirão, a loja de disco aqui do lado, igualzinha, igualzinha, chamando para dançar, com jeito de Eva Green, a chica com quem dormiria todas as noites da minha vida, à base daquele mesmo mantra, "Triciclo", e de um sem número de doses de conhaque, saudade e imaginação.
Rodrigo Maceira







[MP3: loopdrop - triciclo]
myspace.com/loopdrop

estréia: of montreal - id engager

10 de outubro de 2008

estréia: mgmt - the youth

mp3 do dia - memory cassette

memory cassette
Ainda guardo algumas fitas cassete. Não para ouvi-las, mas para me lembrar de quando as ouvia. São as coletâneas de melhores momentos das minhas músicas prediletas - eu os recortava na unha, rec, pause, rec -, as gravações de rádio – de músicas a vinhetas engraçadas -, e os CDs que pegava emprestados com os amigos.

Basta segurar uma fita dessas para ouvir cada música e ver a distância entre os Fernandos de cada época. Os objetos organizam nossas memórias, como marcadores de eras fora de métrica; 1 ano, 2 meses, 24 dias e 3 cidades diferentes. São vinculados a quem éramos, e não a datas.

O Memory Cassette, só pelo nome, evoca essa relação que tenho com as fitas cassete. Fica fácil gostar deles. Mas, sobretudo, o som é incrível, uma espécie de mixtape que passa por Broadcast, uma das minhas bandas favoritas, shoegaze, e disco. A moça que canta aqui é um mistério: só sabemos que a produção é do sujeito do Weird Tapes... Um lance meio Sally Shapiro, sabe?

Dá para baixar gratuitamente os dois EPs deles, Rewind while Sleeping e The Hiss We Miss. Vale a pena.


[MP3: memory cassette - surfin]
do disco rewind while sleeping (2008)

9 de outubro de 2008

mp3 do dia - hauschka

hauschka
Valsa, música oriental, minimalismo e glitch. A música de Hauschka é diversa, sim, mas nunca deixa de ser bela. A forma como Volker Bertelmann, o alemão por trás do projeto, incorpora tantas escolas musicais em uma obra tão coesa quanto Ferndorf impressiona.

A fluência de seu piano foi esculpida por dez anos de formação clássica. Mas o interessante é como ele consegue ir muito além desse viés acadêmico. Seu experimentalismo transforma o piano em uma máquina rítmica e de inúmeros timbres – tiras de couro entre teclas, estacas envolvidas por papel alumínio e cordas agrupadas por fitas adesivas. Uma espécie de marcenaria avant-garde, tão oposta à típica circunspecção do músico clássico.

Ainda assim, Ferndorf é sempre objetivo, acessível e palatável, distante da auto-indulgência de músicos com esse repertório técnico e artístico. Para ele, o experimentalismo é ferramenta, não objetivo; e para nós, é êxtase, e não estática.


[MP3: hauschka - heimat]
do disco ferndorf (2008)

por uma quinta-feira mais contemplativa

Deixo um clipe para Sometimes, a magnum opus do My Bloody Valentine, montado com cenas do Encontros e Desencontros.

música de fundo

Agora, vocês podem ouvir os últimos 30 MP3s publicados no Dominódromo, de maneira prática, rápida e limpinha: é só dar um play na geringonça do canto direito da página.

Usem a novidade como trilha sonora para ler o blog, ou trabalhar, ou jogar paciência, ou fazer sabe-se lá o que mais vocês, peraltinhas da internet, costumam fazer.

8 de outubro de 2008

mp3 do dia - passion pit

passion pit
Voz + sintetizador/teclado: tão simples, tão eficaz.

O electro/synth-pop nunca sai de moda. Todo mundo gosta. Pensa bem: New Order, Pet Shop Boys, Depeche Mode, Killers, The Postal Service... Todos artistas de porte, capazes de abarcar as audiências pop e indie, a um só tempo. Alguns são comedidos; outros, exagerados; mas todos se resumem ao binômio voz + sintetizador/teclado. Até o MGMT, mesmo com um disco mais próximo a Bowie com funk oitentista, tem como maiores sucessos duas músicas que são synth-pop puro, Time to Pretend e Kids.

O Passion Pit faz electro-pop. Em mais uma daquelas histórias boas demais para ser verdade (e típicas de assessoria de imprensa), o primeiro EP do projeto de Michael Angelakos, Chunks of Changes, foi feito para uma namorada do rapaz, como presente de Dia dos Namorados. Hmmmm. Aposto que o sujeito já tinha as músicas prontas e as lançaria de qualquer jeito. Esse truque é velho: quem nunca comprou um Wii e o "deu" para a namorada ou irmão mais novo?

Chunks of Change passa por momentos comedidos (os melhores) e exagerados. Na primeira categoria, I've Got Your Number brilha, voz + uma fundação eletrônica minimalista - o adjetivo mais usado no Dominódromo até hoje -, e um refrão incrível que toma o seu tempo (mais de 2 minutos) para surgir, triunfante. O silêncio torna tudo muito mais efetivo, cada nota precedida de uma expectativa, naquele fino equilíbrio que poucos (Junior Boys, o supracitado Postal Service...) conseguem achar. Pensando bem, isso é só voz + sintetizador/teclado, mas também é tão mais do que isso. E duvido que saia de moda.


[MP3: passion pit - i've got your number]
do disco chunks of change (2008)

estréia: deehoof - chandelier searchlight

7 de outubro de 2008

club de las serpientes #18 - hacia dos veranos

hacia dos veranos
Los quemados surgiram como um trio (Víctor, Xavi e Ada), em meados de 96, em Barberà del Vallès. A pequena cidade, originalmente uma das tantas cidades-dormitório que alimentaram o processo de urbanização de Barcelona, parece ter sido grande influências para a banda. Ídolos anarquistas, pouco patriotismo, literatura, decepções diversas: com amores e amigos, ironia e castelhanismos povoam as letras da trupe liderada pelo argentino Víctor J. Perguntado sobre o papel dos Quemados na cena espanhola dos 90, Víctor disse não acreditar em papéis: "no final das contas, somos uma banda pop. Ajudamos as pessoas a matar o tempo. Sei que não era esse o objetivo dos amigos que se reuniram para compor e escrever letras inflamadas, há coisa de 10 anos. Mas tudo acontece, assim, devagar. Hoje, quando cantam nossas músicas, querem apenas lembrar uma melodia bonita". A banda encerrou as atividades, com Carol Electra no baixo, em 2002.
Rodrigo Maceira







[MP3: hacia dos veranos - los quemados]
myspace.com/haciadosveranos

6 de outubro de 2008

estréia: weezer - troublemaker



O Weezer adora inventar moda nos seus clipes, e desta vez não foi diferente. No clipe de Pork and Beans, a banda chamou um monte de celebridades da internet para participar do vídeo; e agora, para o clipe de Troublemaker, eles convocaram um monte de gente que tem como meta bater alguns records bem malucos para entrar no Guiness Book.

estréia: love is all - wishing well

Como eu adoro o Love Is All...

24 de setembro de 2008

estréia: deerhoof - fresh born

de onde veio isso? #8

O episódio é do ano passado, mas só descobri isso agora. Game of Pricks, do Guided by Voices, tocando com destaque no sitcom The IT Crowd.



Esse programa já tinha crédito indie por causa do Richard Ayoade, o Moss, que dirigiu clipes do Vampire Weekend e o novo DVD do Arctic Monkeys. Mas Game of Pricks, do Guided by Voices? Uau. De onde veio isso?

23 de setembro de 2008

mp3 do dia - shugo tokumaru

shugo tokumaru
A música autoral é recorrente nos MP3s do Dia. Espontaneamente, minha atenção tem se encaminhado ao artista que é aquilo que canta e toca. Vocês conhecem o tipo: aquele cara que, por cada música ser tão sua, nem sequer deixa outras pessoas chegarem perto do estúdio. É ele quem toca todos os instrumentos. Aliás, se for tecnicamente possível, ele também faz o show sozinho. Aos seus olhos, os outros parecem impostores enquanto tocam suas composições, pois jamais compreenderão o que há por trás de cada minúscula pausa ou sílaba estendida.

O japonês Shugo Tokumaru é a própria música. Dá para conhecer o sujeito, sem jamais ter conversado com ele. É excêntrico, cheio de barulhinhos na cabeça, otimista incorrigível. Respira música, e nada além dela o deixaria feliz.

Prazer em conhecê-lo, Shugo.


[MP3: shugo tokumaru - parachute]
do disco EXIT (2008)

22 de setembro de 2008

não é carne nem peixe #7 - vivian girls

Entrevista com Cassie Ramone, das Vivian Girls, por Felipe Gutierrez.

vivian girls

O primeiro disco de vocês saiu só em vinil que depois também ganhou uma versão em CD. Vocês gostam de mais, e por quê?
Vinil. Nós somos todas colecionadoras de discos. Na verdade, estou no processo de me livrar de todos os meus CDs. Discos são mais bonitos, mais bacanas e têm som melhor.

Vi as datas de shows na sua página do Myspace e vocês tem uns 50 shows até o fim do ano Você acha que vai cansar?
Provavelmente. Mas não ligamos. Amamos fazer turnês e é por isso que fazemos o tempo todo.

O NY Times disse que no fundo vocês são românticas. Vocês são, realmente?
Sim. Infelizmente.

Vocês têm projetos solos? Se sim, quais são eles?

Eu tenho uma banda chamada Peaced Out com meu amigo Ryan. Até agora é só um projeto para gravações - é um som stoner meio estranho cheio de kams com reverb. A (Kickball) Katy (baixista e vocalista) e a Ali (baterista) tinham uma outra banda chamada The Pot and The Kettle, que era de punk lo-fi bem pegajoso.

19 de setembro de 2008

fãs do nine inch nails não gostam de deixar barato

nine inch nails
A Mondo cancelou o show do Nine Inch Nails aqui no São Paulo, de maneira confusa, com apenas 3 semanas de antecedência à sua realização, e deixou milhares de pessoas frustradas e com ingresso na mão. A história toda é muito esquisita e cheia de meias-verdades, e os fãs da banda não parecem dispostos a aceitar a situação passivamente.

Parte protesto, parte pedido para a realização do show, o blog we're in this together foi criado para juntar todos aqueles que foram prejudicados pelo cancelamento, por meio de um abaixo-assinado. Além disso, há uma explicação detalhada sobre as trapalhadas que levaram a situação a esse ponto. Não ficou feliz com o que aconteceu? Passa lá.

17 de setembro de 2008

mp3 do dia - love is all

love is all
Alegria, velocidade, guitarras cortantes, os mesmos backing vocals graves e um grande refrão. Na primeira impressão, a espetacular Big Bangs, Black Holes, Meteorites, faixa de A Hundred Things Keep Me Up at Night, beira a Walk like an Egyptian. É o Love is All que tanto amo, só que mais bem-produzido. A familiaridade somente treme na marca dos 1:08. Vocês andaram escutando noise nas férias, Love is All? Circularam pelas más vizinhanças de Gotemburgo? É isso que os têm deixado acordados?


[MP3: love is all - big bangs, black holes, meteorites]
Do disco A Hundred Things Keep Me Up at Night (2008)

esperamos que vocês tenham gostado!

juan stewart
um flash de ontem, por marco dimitri

A Rodrigo Maceira, maestro absoluto, Juan Stewart, Milocovik, Martin, Felipe, Lucas, Dagoberto, Cliff, Carlinhos, e tantos outros mais... E claro, a vocês, que vieram com sorrisos e cabeça aberta para essa primeira edição da ENTONCES... OBRIGADO!

Para nós, agora, ficam expectativas e boas memórias. Esperamos que para vocês também.

16 de setembro de 2008

juan stewart: é hoje!

juan stewart
Finalmente chegou o dia! Juan Stewart (ARG) e Milocovik, no Na Mata, hoje, às 21h30. Veja o tanto de coisa boa que rolará por lá!

Enquanto não estiver tocando discos, o Dominódromo estará conversando e dando abraços. Apresente-se! E não se esqueça de colocar seu nome na lista (entonces@dominodromo.com.br).

Até lá!

15 de setembro de 2008

mp3 do dia - empire of the sun

empire of the sun
Até pensei em escrever um texto elaborado sobre os australianos do Empire of the Sun, mas nem perderei o tempo. Estamos em uma era na qual uma banda que mal teve um disco lançado já vira referência para outras. E o Empire of the Sun claramente aspira pelo título de MGMT de 2009. A similaridade talvez não seja intencional, mas, ah!, como é óbvia.

Walking on a Dream, a única música que lançaram, e as credenciais de seus membros (Pnau, The Sleepy Jackson), qualificam-nos para tal posto. É synth-pop pegajoso e afetado, pronto para ser consumido por milhões.


[MP3: empire of the sun - walking on a dream]
do single walking on a dream (2008)

estréia: bjork feat antony hegarty - dull flame of desire

o show do juan stewart será amanhã, hein?

Dêem uma olhada no pôster que o incrível Lucas Biazon criou para amanhã!
juan stewart

Já falamos disso umas 20 vezes, mas tenho que insistir: amanhã, no Na Mata Café, rolará o show do Juan Stewart (ARG), músico, produtor e multi-instrumentista ferrado, compositor de várias trilhas sonoras do novo cinema argentino, e autor de 3 discos incríveis.

Além da apresentação do homem, rolarão vááárias outras coisas por lá, como:
- Show de abertura com o Milocovik;
- Projeções de um artista uruguaio, Felipe Ridao;
- Discotecagem dos No-DJs, residentes da Niceto (a balada mais legal de Buenos Aires);
- Venda de pôsteres e um monte de discos incríveis (inclusive o mais novo lançamento do SNPB);
- O primeiro aniversário do Dominódromo!

Tudo fará parte do projeto Entonces..., realizado pelo Dominódromo e os selos Si No Puedo Bailar No Es Mi Revolucion e Estamos Felices (ARG), que sempre trará música e arte cult e de vanguarda para São Paulo.

Para entrar na lista de desconto, envie os nomes para entonces@dominodromo.com.br

Juan Stewart @ Entonces... #1
Na Mata Café (R. da Mata, 70), às 19h30 (jantar) / 21h30 (show).
R$25 / R$20 na lista (entonces@dominodromo.com.br)

12 de setembro de 2008

mp3 do dia - jong pang

jong pang
Apesar de frios, Dinamarca e Suécia são países de costa e tradição marítima. Falta apenas o calor. Às vezes, esqueço-me disso.

O Jong Pang é o dinamarquês Andres Redhin, responsável por quase todos os instrumentos, mais um punhado de pessoas aqui e acolá. O som é litorâneo, como o dos suecos do Air France, e também soaria adequado em um resort qualquer. Tá, o resort em questão seria afrescalhado, daqueles que aparecem na revista Wallpaper. Porque há bongôs, sim, mas sobre sintetizadores que lembram Ulrich Schnauss. Small Cut Sensations passa por batuque, transe e euro-pop, agradável, sem ser insossa. Até me faz querer ir para a praia e ficar mais do que 15 minutos.


[MP3: jong pang - small cut sensations]
do disco Bright White Light (2008)

bizarrê #1 - the penny magic show

Why do you think you're nuts?

Após encontrarmos e recebermos tantos vídeos musicais bizarros no YouTube, decidimos criar a seção BIZARRÊ, dedicada a essas pérolas da web. Na estréia, deixo-lhes The Shrink, do trio The Penny Magic Show.

Essa incendiária apresentaçào foi realizada em um programa de um canal comunitário de Santa Monica, California. Notem na desenvoltura da senhorinha da esquerda.



É isso que as pessoas chamam de outsider art?

uma homenagem para nagi noda

Nagi Noda, a visionária artista, designer e videomaker japonesa que fez esse SENSACIONAL videoclipe (e um monte de comerciais legais), morreu essa semana, por complicações durante uma cirurgia. Ela tinha apenas 35 anos.

Yuki - Sentimental Journey


Que triste...

ombudsman

Mp3 do Dia - Bon Iver

Nota para si próprio: destilar, em português; distill, em inglês...

É isso.

11 de setembro de 2008

mp3 do dia - deerhoof

deerhoof
Como daria para definir o som do Deerhoof? Pop progressivo, talvez? A complexidade técnica e os bizarríssimos compassos fariam um estudante do Souza Lima chorar, com certeza. Mas suas músicas nunca são pedantes. Ao contrário: convidam a cantar junto (na medida do possível), tralalá *corte brusco* tchururu *dissonância*. A doçura da voz de Satomi Matsuzaki, as letras engraçadas e as melodias, sobretudo, colam na cabeça em instantes. Aposto que eles são a banda que mais assobio involuntariamente.

Sim, o Deerhoof é pop, ainda que suas músicas não tenham refrão, noção de previsibilidade ou gênero definido. É esse estranho paradoxo que me faz voltar e voltar e voltar a cada disco, como se fosse a primeira vez. E é por isso que já estou na, sei lá, vigésima audição de Offend Maggie, faixa-título do próximo disco deles. Parece um doce de leite que não enjoa na segunda colher.


[MP3: deerhoof - offend maggie]
do disco Offend Maggie (2008)

vocês ouviram a nova música do justice?

justice
O tal mix que o Justice fez para o desfile da Dior Homme passou pelo estúdio e virou oficialmente uma música nova da dupla francesa, Planisphere. Os 20 e tantos minutos dela foram quebrados em quatro partes (ou movimentos), que acabaram de ser colocadas no MySpace deles.

Minha opinião, em uma palavra (na verdade, um substantivo composto): auto-indulgência.

Primeiro, as jaquetinhas de sei lá quantos milhares de euro; depois, aquele clipe babaca de Stress; e agora, esse pomposo rascunho de progressivo. Sério... Dá para inflarem o ego desses dois um pouco mais?

Ô, Justice, o Daft Punk ligou e quer as guitarrinhas farofeiras de volta.

um pouco de juan stewart para alegrar o dia



Não custa lembrar: o Dominódromo está fazendo um ano de vida, e o senhor Juan Stewart virá de Buenos Aires para tocar na festa, dia 16 de setembro. Além disso, haverá show do Milocovik, discotecagem dos No-DJs (residentes da melhor festa indie de Buenos Aires, no Niceto), venda de discos da Si No Puedo Bailar e Estamos Felices, e projeções do artista uruguaio Felipe Ridao. A coisa será fina.

Tudo isso fará parte da primeira ENTONCES..., noite de música e arte de vanguarda, no Na Mata Café (r. da Mata, 80 - junto à 9 de Julho). A entrada custa R$25, mas você pode pagar R$20 mandando o seu nome (e de quem mais quiser) para entonces@dominodromo.com.br.

Até lá!

10 de setembro de 2008

mp3 do dia - benoit pioulard

benoit pioulard
Fiquei fã desse tal de Benoît Pioulard na primeira das milhares de audições de Enge e Précis. E isso ainda irá longe, pelo rumo que sua música está tomando em Temper, seu novo disco.

Thomas Meluch, a figura por trás do projeto, continua obcecado por texturas - reverberação de cordas, sussurros, sons ambientes e sopros eletrônicos -, mas agora há mais dinâmica e meticulosidade em cada composição. As músicas não são passagens; cada uma encerra um arco completo. Se Précis eram capítulos de uma mesma longa história, Temper é um livro de diferentes contos de um mesmo autor.

Karen "isso é muito riponga" Kopitar, que não gostava do Pioulard, ficará feliz em saber que há um senso maior de imediatismo aqui. E eu, do outro lado, continuarei maravilhado com a beleza da música desse sujeito.


[MP3: benoît pioulard - ahn]
do disco Temper (2008)

estréia: bloc party - talons

entrevista milocovik



Quem acompanha o blog já está sabendo que no próximo dia 16/09 rola o primeiro show com a chancela do Dominódromo, junto ao parceiro Si no puedo bailar no es mi revolución. A primeira edição da festa Entonces... traz ao Brasil, pela primeira vez, o argentino Juan Stewart. Como banda de abertura escolhemos os brasileiros do Milocovik, que acreditamos ter potencial de sobra para ir longe. Essa entrevista, feita pelo Rodrigo Maceira, mostra um pouquinho do universo deles, já nos preparando para o show da próxima terça.

O Milocovik, que não tem disco - e, por opção da banda, provavelmente nem chegará a ter -, abrirá um projeto que, entre outras coisas, marca o lançamento de um disco. Revolución?!

Não temos nada contra gravar discos... rs... o que acontece é que já tivemos muito retorno apenas com o myspace. Já nos envolvemos em diversos eventos superdivertidos apenas com essa divulgação pela internet. Em alguns desses eventos, gravamos CDRs com nossas músicas para distribuição. Acredito que iremos fazer discos, sim, mas por enquanto estamos funcionando dessa maneira.

Como será o show?

Nós vamos tocar as três músicas que temos no myspace e algumas outras novas que não gravamos ainda. O Martín, do selo Estamos Felices, já conhece nosso trabalho há algum tempo, mas não viu nenhum show ainda. Será uma ótima oportunidade pra ele escutar "Bitter Plum", sua música predileta... rs

Vocês conhecem o Juan, certo? Gostam do trabalho dele?

Sim, já conhecíamos o trabalho do Juan faz alguns anos. Adoramos. Já tinhamos alguns discos dele e também de sua antiga banda. Acabamos conhecendo ele quando teve o show do Coiffeur aqui em São Paulo, em dezembro do ano passado. O Juan veio como parte da banda, tocando piano. Além do show, naquela ocasião, saímos pela noite aqui em São Paulo. Foi muito divertido. Estamos muito ansiosos pela volta dele ao país e agora ainda vamos tocar juntos. Será incrível!!!

Como foi a participação do vocês no Red Bull Music Academy deste ano?

Foi um convite que partiu da promoter Lalai. Era um evento que abriria os desfiles de moda da Casa de Criadores; o cast seria formado por bandas de electro. Apenas nossa banda fugia um pouco do estilo, mas isso não foi problema. Tivemos uma resposta incrível e fizemos muitos contatos por lá. O evento todo foi muito elogiado. Tocamos com outras bandas que gostamos muito como Mono4, NRK, Madame Mim, Montage, etc...

9 de setembro de 2008

o que robbie williams e noel gallagher têm em comum

Vocês viram o Noel Gallagher sendo empurrado no palco por um maluco aqui, certo?

Isso aqui foi beeeeeeeeem pior.

8 de setembro de 2008

mp3 do dia - bon iver

bon iver
No remoto Wisconsin, terra do queijo e da neve, neve, neve, Justin Vernom ficou sozinho. Um ermitão na tundra, lenhador durante o dia, músico ridiculamente sensível à noite. Coisas simples, ele queria. Lenha e violão; o toque da madeira, reconfortante, diante do isolamento absoluto e os fantasmas que este traz.

Do silêncio, surgiu uma voz que ele nem sabia ter, destilando conclusões há muito tardias. Finalmente, tinha o tempo para colocar cada pensamento e nota no lugar, e encontrar a beleza no fim das coisas.

For Emma, Forever Ago, símbolo de um relacionamento terminado, é o primeiro disco de Justin Vernom como Bon Iver, e uma daquelas raras obras autorais, intrusivas como polaroids da alma do artista. E o que existe dentro de Vernom é de uma beleza irrefutável. Reduzir a mero folk a meticulosa ambiência criada aqui, de métrica, ruídos e harmonias vocais entre ecos e falsetes, seria um desserviço.


[MP3: bon iver - for emma]
do disco For Emma, Forever Ago (2008)

irmãos gallagher são atacados no palco no canadá



Mais uma história de malucos atacando o pessoal do Oasis. Dessa vez, a coisa rolou durante um show da banda no Virgin Festival, que aconteceu nesse final de semana, em Toronto.

Um doidão subiu no palco, empurrou o Noel Gallagher por trás, e depois partiu para cima do Liam. A sorte é que um monte de gente correu para cima do cara e ele não conseguiu executar a segunda parte do seu plano.

No vídeo ainda dá para ver o Liam tentando bater no cara. O tumulto está, aproximadamente, nos 1:25 minutos de vídeo.

5 de setembro de 2008

jesus é seu amigo também?

estréia: deerhoof - the tears and music of love

estréia: kaiser chiefs - never miss a beat

estréia: the last shadow puppets - my mistakes were made for you

mp3 do dia - crystal castles

Nada comove mais do que uma fração de uma lembrança ou época idealizada. O romantizado é absoluto, inderrotável. Por isso que os mais velhos falam sobre como os dias passados eram melhores, e o primeiro beijo parece tão mais do que esbarrão atrapalhado de lábios. A memória adorna o passado, como um verniz cronológico - a cada ano, as cores ficam mais vibrantes, o morno, mais quente, e as ranhuras, mais embaçadas. Fomos felizes, enfim. E nunca mais o seremos - não daquela forma e naquela intensidade. Mas será que tudo foi tão mágico assim, lá, na época, ou apenas nos enganamos com o brilho sobre a madeira gasta?

É fácil ser nostálgico quando sua música é feita em 8-bit e samples de músicas recentes das quais você já gosta. Som de infância, das noites viradas jogando Nintendinho, das melodias da segunda fase do Ninja Gaiden II tiradas no teclado Casio. Aquele cheio de demos, que vinha com a incrível versão reggae para House of the Rising Sun. Mas há momentos em que o Crystal Castles consegue soar ainda melhor do que essa nostalgia idealizada - "nossa, essa música tornaria a quarta fase do Mega Man III ainda mais incrível!". O real derrota o idealizado, afinal.

Nos videogames, impressionava como recursos tão limitados podiam criar músicas tão distintas, uma para cada contexto programado - a agressiva trilha do chefe, a espástica melodia da fase bônus e a açucarada balada do final do jogo. Da mesma forma, o Crystal Castles conseguiu, com tão pouco, fazer um disco diverso, passando pelo sombrio, o eufórico e o lírico; novas lembranças de infância, 15 anos depois.


[MP3: crystal castles - untrust us]
do disco Crystal Castles (2008)

2 de setembro de 2008

mp3 do dia - moscow olympics

moscow olympics
Dream pop no sentido real da expressão. Música que faz sonhar acordado, feita de éter e nuvens, leveza e ascensão. Cada segundo mais belo que anterior, até um momento no qual a sucessào torna-se impossível. Mas continua. Uma primeira justificativa válida para a insônia - dormir para quê, se o sonho te espera no play?

Os rapazes do Moscow Olympics, primeira banda das Filipinas (!!!) no meu iPod, buscam sublimação, ainda que confinados à estética pop. Com impressionante naturalidade, passam por explosões, sussurros, bateria com pulso (afinal) e passagens instrumentais belíssimas; uma longa transição sem começo, meio ou fim. Ride, Pet Shop Boys e A Northern Chorus comparecem, mas falar que o som da banda é datado ou antigo seria um equívoco: esse tipo de música foge de trivialidades como "eras" ou "décadas". Seu tempo é próprio, capaz de distorcer as horas do expediente, da fila de carros, da insônia...


[MP3: moscow olympics - what is left unsaid]
do disco Cut the World (2008)

estréia: foals - olympic airways

club de las serpientes #17 - el sueño de la casa propia

el sue`no de la casa propia
É. Eu cresci ouvindo falar da casa própria, do demônio do aluguel, do condomínio-pra-vida-toda, da Tele-Sena e da Porta da Esperança, no SBT; do caminhão do Faustão, na Globo, e das mil e uma casas da Nestlé, nos dois canais ao mesmo tempo - muito foda o Nescau do café da manhã. Expressão melódica, perfeita, o sonho, próprio, tudo redondo, não tem coisa melhor. Já viu? Aí, hoje, depois de um tumulto do cão no metrô, a Sé de sexta-feira, a pressa de ser feliz em casa, que vontade de um fim de semana para sempre. Vocês sabem como é: a gente tropeça no Guia da Folha, tem Flap!, tão sonho e literária, completamente independente. Flip para os intelectuais que colecionan as xícaras da Caras; Flap para um blog de 10 leitores. Mas fui, troquei idéia, "Viva la conexión", gritaram na porta da Casa das Rosas. E antes de eu passar: "seu passaporte?". Gozado, a poesia de hoje curiosamente não está feita para as pessoas de agora. Não? Cheguei em casa, abri o livro: Saludos para mi nuevo amigo Rodrigo. E folheei aos poucos, preguiça, fim cinzento da sexta-feira que eu quis para sempre. Página 69, revelação: a casa própria era só para eu comer a Marcela em paz, sem ter que apertar a boca e fechar a porta do quarto.

El sueño de la casa propia

La vieja dijo clarito
- la casa es mía y yo mando
duermen solos, cuidadito
si no se me van cascando

Y va a seguir de sapa
después de muerta,
aunque le ponga llave a nuestra puerta

A nuestra puerta, sí
tremendo atado
andar por esta vida
como allegado

No prendo ni las teles
de los moteles

(Rascacielos, Enrique Winter - p. 69)

- tradução livre -

A velha disse claramente
- a casa é minha e eu mando
dormem sozinhos, ouviram
senão, vocês me matam

E a velha vai continuar atormentando
depois de morta
mesmo que eu passe a chave na nossa porta

A nossa porta mesmo
tremendo amarrado
andar por esta vida
como eterno inquilino

Não ligo nem as tvs
dos motéis

Rodrigo Maceira







[MP3: el sueño de la casa propia - ropa interior]
myspace.com/delacasapropia

estréia: benoit pioulard - idyll

estréia: css - move

Quer ganhar um pacote de CDs do Juan Stewart?



Para comemorar um ano do Dominódromo e tantas outras coisas vindo pela frente, nós, juntamente com o selo Si no puedo bailar, no es mi revolución e o Julius - o boneco mais requisitado pela galera, que aparece conosco na foto na barra ao lado -, vamos dar um pacote com dois CDs do Juan Stewart, El Silencio de las Cosas e Oui!, mais um da sua antiga banda, Jaime sin Terra, Autochocador, para algum sortudo.

Se você sempre fica a um número de gritar bingo, essa pode ser a sua chance de se dar bem. Para participar da promoção, é só mandar um e-mail para entonces@dominodromo.com.br, com o assunto "Eu quero!" (bem simples, né?)

Lembrando que o argentino Juan Stewart toca na primeira edição da festa Entonces..., que rola no dia 16 de setembro, no Na Mata Café.

Serviço:

ENTONCES... #1, com JUAN STEWART (myspace.com/juanstewart)
Abertura - Milocovik (myspace.com/milocovik)
16 de setembro de 2008, às 21h
Na Mata Café - Rua da Mata, 70. São Paulo - SP.
R$25 / R$20 na lista (mande seu nome para entonces@dominodromo.com.br)

1 de setembro de 2008

mp3 do dia - the walkmen

the walkmen
Eu gostava dos Walkmen. Mas, dia desses, eles acabaram sumindo da minha mente. A fadada evolução artística não correu nos conformes: a música deles foi piorando, enquanto tantas outras boas bandas surgiam. Mas chega You & Me para fazer justiça, um cutucão nos desavisados, "não se esqueçam de como éramos bons". Coração na goela, som cortante (até hoje, ainda lembro-me de ficar chocado com a bateria do Bows & Arrows), e glória analógica; tudo está nesse disco. E Hamilton Leithauser - eu compraria um livro de um autor com esse nome - continua soando como um bêbado jogado na sarjeta, desesperado por cuspir confissões guardadas há anos, de uma vez, como se fosse aquela a única oportunidade de fazê-lo. In Scotch Veritas.


[MP3: the walkmen - on the water]
do disco You & Me (2008)

não é carne nem peixe #6 - constantina

Entrevista com Daniel Nunes, do Constantina, por Felipe Gutierrez.

constantina

Como seus fãs ficaram conhecendo o trabalho do Constantina? Vocês sabem se tem gente de outros países que ouve também?

Acredito que isso seja uma longa história... A banda já faz quatro anos de muita batalha, shows, internet, boca a boca...Isso tudo nos favoreceu, acredito que os shows tenham sido primordiais, pois sempre pensamos em uma postura diferente das que vemos nos palcos. A cada show temos um tipo de decoração, isso serve para ilustrar um pouco mais nossas músicas, pois acredito que elas sejam bastante imagéticas...Penso que as pessoas que vão aos shows se surpreendem ao verem sempre uma nova forma de mostrar...Acreditamos que sempre temos que nos inovar, mas isso não só para o público, com certeza é para a gente também. Com o advento dos shows entra o papel da internet. As pessoas que gostam dos shows entram na internet e começam a divulgar o trabalho, acredito que isso aconteça de uma forma natural, pois fazemos o que gostamos, sem pensar em viver disso, entende? E a partir daí se o trabalho é legal, novas pessoas irão se interessar, pois a internet nos proporcionou isso, divulgar nossas músicas em qualquer lugar do mundo.

Sobre a segunda parte da pergunta: Sim, existem pessoas que nos falamos sempre, e elas nos contactam perguntado quando iremos tocar no país delas, e isso é muito positivo para o nosso trabalho, pois é realmente muito verdadeiro quando se compartilha algo que gosta com pessoas que se interessam pelo teu trabalho. Recentemente andamos conversando sobre uma possível ida a Argentina, pois existem muitas pessoas de lá que nos perguntam quando iremos para lá, então pensamos em começar a olhar algo por lá. Ainda não temos nada definido mas já iniciamos alguns contatos. Se tivermos algo realmente fechado iremos divulgar pelo Myspace. As coisas ainda acontecem um pouco lentas no meio independente, pois nunca temos verbas suficientes para dar um grande salto, mas com ajudas de todos os lados, com certeza conseguiremos algo bem legal.

De uns anos pra cá, é mais comum aparecerem ótimas bandas sem vocais. Por quê?

Parece ser uma tendência e eu realmente não sei o porquê. Ou talvez tenha um (motivo), mas não seja o "verdadeiro". O Constantina é minha segunda banda instrumental, e eu optei por ter uma banda instrumental pois queria fazer algo mais livre, sem limitações de formas musicais, algo em que pudéssemos experimentar novos elementos até então não presentes em minha música, e acredito que a música instrumental seja um modo de trabalhar todas esses parâmetros.

26 de agosto de 2008

peligro e mixtape deixam o milo garage

Muita gente já deve estar sabendo, mas não custa avisar: a Peligro e a Mixtape vão deixar o Milo Garage. Depois de anos de festas divertidíssimas, os residentes de ambas, Guab e Dago, além do outro braço da Peligro, Gui Barrella, e seu irmão e gerente do Milo, Felipe Barrella, vão abrir uma casa própria.



O Dominódromo DJ set já passou por ambas as festas e sabe do potencial das pessoas envolvidas. Finalmente tem mais gente enxergando que a noite paulistana está precisando urgentemente de novos lugares legais.
A nova baladinha vai se chamar Neu! e ficará em uma casa que tem fundos para o Parque da Água Branca.

Nesta semana, rolam as últimas Peligro e Mixtape, então não deixem de comparecer. Elas serão imperdíveis.

Boa sorte para os mais novos empreendedores de São Paulo!!!



Peligro no Milo Garage
Quinta-feira 28/08
Show: Stan Molina & O Departamento Celeste tocando Pavement // DJ: Dago Donato
Entrada: R$ 10,00

Mixtape no Milo Garage
Sábado - 30/08
DJ: Guab (long set)
Entrada: R$ 10,00

Caso alguém ainda não saiba, o Milo Garage fica na rua Minas Gerais, 203 A, em Higienópolis.

juan stewart traz ambient rock e trilhas de vanguarda a são paulo

juan stewart

SOMOS FEITOS DA MATÉRIA DOS SONHOS.

O Dominódromo, junto aos selos Si no puedo bailar, no es mi revolución e Estamos Felices (ARG), trará Juan Stewart ao Brasil, pela primeira vez. A sua única apresentação será em 16 de setembro, no Na Mata Café.

O requinte melódico do trabalho de Juan combina a melancolia ambient de William Basinski, as texturas eletrônicas dos islandeses da escola de Múm e Sigur Rós, e a liberdade estrutural de expoentes do post-rock. Essa delicada sonoridade lhe valeu diversas colaborações com o novo cinema argentino, como nas trilhas de Nadar Solo e Como un Avión Estrellado, dirigidos por Ezequiel Acuña, e Mercano, el marciano, de Juan Antín. Stewart também é conhecido por sua banda anterior, Jaime Sin Tierra, um dos maiores nomes da cena independente argentina no passado recente.

Por aqui, ele apresentará o material de seus 3 discos-solo, 3, El silencio de las cosas e Oui!, acompanhado de Mariano Ezain (guitarra), Fran Carosi (baixo e guitarra) e Javier Diz (bateria), que também mantêm projetos relevantes na cena independente de Buenos Aires.

juan stewart

juan stewart

ENTONCES..., CUARTO DEL PIANO E TANTAS OUTRAS COISAS BOAS

O show fará parte da primeira festa ENTONCES..., projeto da amizade entre o Dominódromo e os selos supracitados, que tentará criar uma noite única de frescor e vanguarda cultural por edição. Por ela, passarão a nova música latina (em shows) e mundial (em discos ou MP3), e as ilustrações e projeções de artistas daqui e acolá. Tudo junto, a um só tempo, sem pedir licença.

Nessa noite, quem abrirá o show de Stewart será a banda Milocovik, de São Paulo, recentemente selecionada para a programação do Red Bull Music Academy, na Casa de Criadores 2008. Entre as apresentações, a discotecagem será dos No-DJs, residentes do clube Niceto, em Buenos Aires, e também do Dominódromo. E por todo o espaço, as projeções de Martin Mercado (Estamos Felices-ARG) e pôsteres de Lucas Biazon estarão espalhando arte.

Comemoraremos também o lançamento da incrível coletânea Pero ese olor en cuarto del piano fue el primer perfume que necesitó en su vida, do Si No Puedo Bailar, que poderá ser adquirida a preço módico, junto aos discos importados do Estamos Felices.

AINDA FALAREMOS BASTANTE DISSO...
Temos um pôster a revelar, discos a sortear, e VIPs para distribuir. Tentarei não ser chato na repetição do assunto, mas a empolgação foge do meu controle. Por ora, fica o serviço:

ENTONCES... #1, com JUAN STEWART (myspace.com/juanstewart)
Abertura - Milocovik (myspace.com/milocovik)

16 de setembro de 2008, às 21h.
Na Mata Café - Rua da Mata, 70. São Paulo - SP.
R$25 / R$ 20 na lista (envie os nomes para entonces@dominodromo.com.br)

info/release: entonces@dominodromo.com.br

25 de agosto de 2008

não é carne nem peixe #5 - high places

Entrevista com Mary Pearson, do High Places, por Felipe Gutierrez

high places
Como vocês se conheceram? Foi doce?
Eu e o Rob nos conhecemos em dezembro de 2005 quando um amigo mútuo, Beau Velasco (o fundador do Death Set e roadie do Japanther), nos apresentou num show do Death Set em Nova Iorque. Eu estava visitando Nova Iorque, eu era de Michigan. Nós atravessamos a ponte de Williansburg até o Brooklyn e eu disse à Rob que eu organizaria um show para ele e a dupla Matt & Kim em Michigan. Nós somos amigos próximos desde então. Eventualmente eu acabei a faculdade e perguntei ao Rob se ele precisava de um colega de apartamento. Me mudei para o Brooklyn em maio de 2006 e nesse mesmo mês começamos o High Places.

Vocês ouvem os discos da Sublime Frequencies?
Sim! Ambos adoramos a maneira real daquelas gravações. Dá para ouvir muitos barulhos ambientes em volta da música. Eu também ando ouvindo muitos discos antigos de blues pela mesma razão. Tem algo melancólico e bonito na maneira ruidosa da qualidade do som.

Quando vocês escrevem canções, vocês tentam deixá-las simples? E por que há tantas bandas legais que compõem músicas simples atualmente?
Não acho que a simplicidade seja um objetivo para a gente. Queremos fazer algo que soe familiar e melancólico sem ser previsível ou clichê. Estruturamos nossas gravações até que uma música tome forma a partir da loucura toda.

Da onde vem o nome? Vocês gostam de lugares baixos?

"High Places" refere-se a estar possibilitado a olhar em volta e ver as coisas de um ponto vantajoso. Para nós, representa os lugares e locações onde nos sentimos invencíveis, gratos e inspirados. Literalmente, lugares baixos são como vales, são ótimos também, mas eles definitivamente fazem com que você olhe muito para o alto. Se eu pudesse escolher entre ser altíssima ou muito baixinha, escolheria ser super alta. Mais, tem aquela canção terrível sobre amigos em lugares baixos. Fico feliz porque o nome da nossa banda não é Low Places.

mp3 do dia - of montreal

of montreal
As conexões entre as partes de Id Engager pouco importam. Kevin Barnes continua falando pelos cotovelos, palavras e frases melódicas; um fluxo de consciência estranhamente lúcido sobre uma máquina de karaokê em curto-circuito. O incrível baixo deixa tudo mais palatável e dançante, e as excentricidades logo soam adoráveis, como covinhas ou uma perninha mais longa na letra A.

Sim, o Of Montreal continua esquisito para caramba. Daí a sua graça. Mais do mesmo, ainda que esse mesmo tenha nada de comum.


[MP3: of montreal - id engager]
do disco Skeletal Lightning (2008)