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15 de julho de 2008

made in paraguay #2: ready for the floor por duffy

Essa com certeza vai para o hall das bizarrices. Essa versão de Ready For The Floor, do Hot Chip, foi feita pela Duffy em uma sessão para a rádio BBC.

Como não sou muito fã da versão original sou suspeita para falar, mas até que gostei da repaginada que a Duffy deu na música.

15 de janeiro de 2008

hot chip divulga tracklist do seu próximo álbum

O Hot Chip já divulgou as músicas que farão parte do seu próximo disco, Made In The Dark, que sai no dia quatro de fevereiro. As faixas são as seguintes:



1 Out At The Pictures
2 Shake A Fist
3 Ready For The Floor
4 Bendable Poseable
5 We re Looking For A Lot Of Love
6 Touch Too Much
7 Made In The Dark
8 One Pure Thought
9 Hold On
10 Wrestlers
11 Don t Dance
12 Whistle For Will
13 In The Privacy Of Our Love

6 de dezembro de 2007

hot chip remixa música do love is all

Eu já falei aqui sobre o disco de remixes que o Love Is All vai lançar. Uma das faixas, Felt Tip, mexida pelo Hot Chip, já está disponível na página do MySpace da banda.

Quem estiver curioso é só chegar lá.

30 de outubro de 2007

um balanço (musical) do tim festival 2007

Visto que os problemas de produção do TIM Festival foram muito bem-descritos por Karen Kopitar, falarei estritamente sobre a parte musical do evento:

SEXTA

Girl Talk - Empolgante. As festas daqui tinham que ser mais assim, DJ e público trocando energia, chegando à catarse coletiva que presenciei por lá. Para dar uma idéia da empolgação do sujeito, seu laptop estava envolto por plástico, para evitar os danos do suor torrencial que caía de seu rosto. Os momentos de rock ou pop cafona eram sempre os que mais me empolgavam - como um riff pode ser icônico, não? A dança era constante, mas os braços iam para o alto nessas horas, especificamente, a cada colagem-surpresa, engatilhando novas ondas de empolgação na platéia.

Lindström - Foi mágico. Sim, dá para ser dançante sem excessos, cacofonia, artifícios baratos. Pena que muita gente não entendeu isso; deviam preferir sirenes à elegância e beleza minimalista do produtor norueguês, e acabaram por deixar de dançar porque a batida não era tão óbvia aos ouvidos. Mas ela estava lá, sim, junto às pequenas melodias, as ascensões e quedas, ao persistente groove, formando uma espécie atmosférica e atemporal de disco music.

DOMINGO

Hot Chip - Extremamente original. Não sei quem mais faz esse tipo de música, moderna, percussiva, rica, orgânica. Acho que os discos não fazem justiça à apresentação deles - não tinha reparado na quantidade de camadas que compunha cada canção, nem na potência de suas batidas. Imagino como seria em um club, com um público realmente entrosado. E o novo material soa incrível e ainda mais inovador - viaja de Devo a crunk.

Björk - Surpreendentemente acessível. Ela respeitou o seu repertório, tocando várias do Homogenic (meu disco favorito dela). Vários momentos bonitos, como em Pagan Poetry, e poderosos, como em Army of Me. O circo todo no palco é bem legal, com o coral, a reactable, a teia, o figurino...

Juliette & the Licks - Sei que é lugar-comum, mas parecia uma atriz encenando o papel de uma rockstar. As caras e bocas, as frases, as poses, o som... Não há um pingo de originalidade no rock 1-2-3-4 de garagem da banda, especialmente datado quando contraposto às duas apresentações anteriores.

Arctic Monkeys - Show profissional e um tanto frio. Muitos hits, tocados de forma rápida e seca. Talvez o falatório das músicas não funcione tão bem ao vivo, e acabe por revelar uma ligeira anemia na parte instrumental da banda. Sei lá. Não me empolgou.

The Killers - Muita pompa, uma cafonice kitsch mais do que intencional, um caso de amor com o drama. Os Killers desfilam hits da música pop contemporânea, com a confiança de uma banda de estádio, sem a necessidade de poupá-los para um bis. Qual é a propriedade de suas músicas que as torna tão assimiláveis? Conhecia todas, e nem sabia disso.

o desastre do tim festival 2007

Parece perseguição, mas é decepção. Este foi o pior Tim Festival da história. Nunca foi tão caro, nunca foi tão desorganizado, nunca fomos tão desrespeitados. Do início ao fim! Um festival tão considerado e prestigiado não pode cometer tantas gafes absurdas.

Domingo, no Anhembi, teve de tudo: vi briga, de socos mesmo, e ninguém veio separar - só parou quando um dos caras resolveu ir embora; ouvi relatos de assalto; já não tinha papel higiênico no banheiro, logo no começo (é o mínimo que deveria ter com o ingresso a R$ 200,00); acabaram a cerveja - que depois foi reposta - e, mais para frente, TODAS as bebidas (refrigerante, cerveja, água). Mas isso não era um problema, né? O atendente, que tinha culpa de nada, disse que poderia me dar um copo de água da torneira, se eu quisesse. O problema foi resolvido, de novo, depois de um tempo.

O som do Anhembi, como sempre, estava um lixo. No começo estava baixo, depois aumentaram, mas ficou tudo embolado.

Nós perdemos o show do Spank Rock graças à fila na entrada. Entramos no exato momento em que o Hot Chip subiu ao palco. O começo da apresentação foi bem enérgico. Em menos de meia hora de música, os caras deixaram o palco e demoraram 20 minutos para voltar. Li em alguns lugares que houve uma pane no sistema de distribuição do som. A organização desmentiu e disse que era uma pausa programada pela banda, o que eu, particularmente, duvido. A volta não foi tão empolgante, o público parecia nem saber quem estava no palco, até eles tocarem Over and Over.

Depois de uma hora de intervalo, a Bjork entrou no palco. O show foi um prato cheio para quem gosta. A islandesa não ficou só nas faixas do seu último disco Volta, e tocou sons aclamados como Hunter, Pagan Poetry, Army of Me e Hunter. Eu estaria muito mais feliz se estivesse vendo o show sentada.

Mais um tempão para desmontar todo o aparato da Bjork, e foi a vez da Juliette and The Licks se apresentar. O show é bem fraquinho. Mas ela tem carisma.

Quando o Arctic Monkeys entrou, o público se animou, mesmo com todo o atraso. Foi um show bem básico, sem muita conversa. Tocaram todos as músicas importantes e saíram do palco depois de, mais ou menos, uma hora.

Mais um intervalo de uma hora. Lá pelas 4h, depois de vaias do público devido à demora para começar o show, o Killers apareceu em meio a luzes de natal e árvores. Os caras não perderam tempo. Sabiam que se ficassem enrolando perderiam o público. Não deu outra. Mandaram uma sequência de hits que eu nunca vi igual. Sem enrolação! Nem fizeram o bis programado. Tocaram todas as faixas sem parar.

Apesar de tudo, acho que os verdadeiros fãs das bandas terminaram satisfeitos, mesmo saindo de lá depois das 5h da manhã e tendo que levantar cedo (ou nem dormir) para trabalhar no dia seguinte. Fico imaginando quem veio de outra cidade e tinha um vôo ou ônibus para pegar.

Espero que no ano que vem a organização pense em tudo isso que foi o Tim Festival 2007 e mostre um pouco mais de respeito a quem mais participa do festival: o público.

29 de outubro de 2007

vídeos do tim festival

Depois a gente fala sobre o show que rolou ontem, no Anhembi.

Spank Rock - São Paulo*


Hot Chip - São Paulo*


Bjork - São Paulo*


Juliette and The Licks - São Paulo*


Arctic Monkeys - Rio de Janeiro


The Killers - Rio de Janeiro


* Vídeos tirados do site IG.

27 de outubro de 2007

qual é o joga - domingo 28/10

Anhembi - Tim Festival (recomendado)
Entrada: R$ 200,00; R$ 400,00 (VIP) // 18:30
Av. Olavo Fontoura, 1209 - Santana





Show: Joe Lovano Nonet, Joey DeFrancesco trio e convidado especial Bobby Hutcherson, Cecil Taylor e Conrad Herwig's Latin Side
Entrada: R$ 120,00 // 20h30
Av. Pedro Álvares Cabral S/N, Parque do Ibirapuera

Vegas - Orgástica
Show: Impostora // DJ: Click, Gabriel Rocha,Tchiello K, Kid Vinil e Bobby
Entrada: R$ 15,00 // Lista: R$ 10,00
Rua Augusta, 765 - Consolação // Tel: (11) 3231-3705

Aloca - Grind
DJ: André Pomba e convidados
Entrada: R$ 25,00 // Flyer: R$ 20,00
Rua Frei Caneca, 916 // Tel: (11) 3159.8889

5 de outubro de 2007

e os ingressos para o tim vão acabando

O corre-corre para o Tim Festival continua. Mais dois palcos estão com os ingressos esgotados no Rio de Janeiro: o "Tim Volta", onde se apresentam Björk (foto) e Antony and the Johnsons, e o "Novo Rock UK", onde tocam o Arctic Monkeys e Hot Chip.

Para saber os outros shows que já estão esgotados, é só clicar aqui.

25 de setembro de 2007

mp3 do dia - hot chip

Largue o que estiver fazendo e olhe para a foto aí do lado. Faça o que for necessário para realmente compreender a imagem: perca horas na busca de quaisquer sutilezas; mova seus olhos freneticamente, para garantir que não haja cantos não-observados; explore novos ângulos ou pontos-de-vista, talvez com o zoom do seu editor gráfico favorito ou aqueles seus óculos de 3D que sobraram dos anos 80.

Satisfeito com o seu grau de compreensão da foto? Agora, então, me explica uma coisa: como esses cinco ingleses branquelos, que nem parecem capazes de dobrar os próprios joelhos, conseguiriam entender alguma coisa de groove?

Pois é, esse aí é o Hot Chip e, sim, eles entendem do assunto. A prova disso foi o seu último disco, The Warning, uma salada de soul, rock e electropop que se firmou como um daqueles raros casos de música com apelo para pistas de rock, eletrônico e hip-hop.

Para quem não aguentava mais ouvir Over and Over, over and over and over and over, a boa notícia é que, logo no início de 2008, sairá o disco novo deles. Apesar de terem dito que o álbum seria mais rock, na tradição do show deles - tocado em formação de banda mesmo -, a primeira música oficial a vazar, Shake a Fist, é uma cornucópia esquizofrênica de novos sons, ainda mais diversos e criativos.

A introdução ludibria com uma típica base electropop do Hot Chip. Mas leva dois segundos para a música entrar em um transe percussivo, com clara inspiração oriental (eu ouvi flautas e cítaras?!?). Quando você acha que entendeu o que estava acontecendo, tudo pára, e um narrador apresenta um jogo chamado "Sounds of the Studio". É a deixa para uma explosão de crunk (!!!), com direito a gritos e tudo mais. No final, de alguma forma, eles conseguem juntar as duas partes, de forma coerente, sabe-se lá como.

Sério, de onde esses branquelos conseguem tirar tantos sons?







[MP3: hot chip - shake a fist]

18 de setembro de 2007

hot chip prepara disco novo

O Hot Chip já está trabalhando no seu próximo disco. Joe Goddard disse que o álbum está quase pronto, e que, no momento, eles estão terminando de mixar as faixas.

O vocal adiantou ainda que o CD vai ser bem mais rock do que o anterior, mas não perderá a cara do Hot Chip.

Joe disse também que o disco sairá em fevereiro de 2008, mas que os fãs terão um gostinho do material novo bem antes disso. Segundo ele, em breve, sairá o single de Shake A Fist, já disponível no MySpace da banda (em um teaser, no mínimo, curioso) e no setlist dos shows mais recentes (será que eles vão tocá-la por aqui, no Tim Festival?). Fora isso, na época do Natal, será lançada a faixa Ready For The Floor.