Não entendo esse monte de gente ouvindo Elliott Smith para ficar deprimido. A Marli é brazuca e me deixa muito mais triste.
Se os meus verso te guiaram,
pela ondas dessa vida
Rapaz, eu nunca fui
uma garotra tropicalista.
19 de janeiro de 2009
jemina pearl do be your own pet mostra música nova
A Jemina Pearl, ex-vocalista do Be Your Own Pet, mostrou uma música nova do seu projeto solo, em um show em Nova York, no último sábado, 17/01.
A faixa se chama So Sick!
A faixa se chama So Sick!
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mp3 do dia - the war on drugs

Ok, já vou tirar isso da frente: The War on Drugs lembra Bob Dylan. Lembra, mas não parece. Lembra como o Walkmen lembra Bob Dylan.
Wagonwheel Blues (2008) possui as reflexões do homem comum, as esquinas tortas na dicção de cada palavra cantada/falada, e a estranha capacidade de sintetizar, em poucos minutos, o âmago dos Estados Unidos - você nunca o confundiria com o álbum de uma banda inglesa, certamente. O War on Drugs, porém, reinventa a estética do folk para o tempo presente, com uma proposta sonora radicalmente distinta.
Adam Granduciel e Kurt Vile distanciam-se da esperada aridez instrumental. O banquinho logo é chutado; em seu lugar, uma pilha de amplificadores é ligada. As palavras, sempre tão precisas enquanto atalhos para uma imagem mental, não bastam: a história a ser contada aqui é maior, e clama por texturas. A vastidão do interior americano não evoca silêncio, mas devaneios psicodélicos. Cada camada sonora dos magníficos 10 minutos de Show Me The Coast representa um vizinho, uma lenda, uma angústia, um orgulho, uma esperança. Há profundidade no jeito caipira de ser.
[MP3: the war on drugs - show me the coast]
do álbum wagonwheel blues (2008)
Enquanto isso, a pegajosa Taking the Farm encharca as raízes do rock americano com um barril de fuzz. Copiar suas influências descaradamente = ruim. Expandi-las para algo novo, só seu = bom.
[MP3: the war on drugs - taking the farm]
do álbum wagonwheel blues (2008)
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o joaquin phoenix tá louco?

Já faz um tempinho que todo mundo anda dizendo que o Joaquin Phoenix perdeu as estribeiras, mas acho que agora não há mais dúvidas quanto a isso.
Primeiro, ele começou a aparecer com esse visu aí de cima. Depois, declarou que largaria sua premiada carreira de ator para se dedicar ao rap (?!?).
Pois bem... Promessa é dívida, e o senhor Joaquin finalmente fez sua estreia musical oficial, nos palcos do Lavo, em Las Vegas. O resultado foi esse aí:
Ah! Ainda aconteceu isso aqui:
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fluxus #1 - a sudden manhattan of the night
O Dominódromo tem uma nova seção, Fluxus. Nela, constarão explorações sônicas, novas formas de pensamento e as intersecções da música com outras disciplinas artísticas. As palavras são de Rodrigo Maceira.

Você não precisa ter viajado muito. São Paulo, Tubarão ou Salvador. É ali que você mora. Então, com dois ou três quarteirões, diante do prédio, o seu, quantas vezes me deixaram aqui, vê o postal definitivo - aquele que não serve para coleção nem arranja a vontade de mandar notícia. Fica guardado, num envelope macio, como a última prova da existência de um lugar no mundo que é só seu.
Max Richter fez isso no ano passado. Com 24 postais diferentes. E vinhetas extraordinárias, entre piano, cordas, efeitos e distorção. No http://www.24postcards.co.uk/, estão os pedaços de mundo do maestro, acompanhados da magnífica homenagem que prestou para cada um.

Você não precisa ter viajado muito. São Paulo, Tubarão ou Salvador. É ali que você mora. Então, com dois ou três quarteirões, diante do prédio, o seu, quantas vezes me deixaram aqui, vê o postal definitivo - aquele que não serve para coleção nem arranja a vontade de mandar notícia. Fica guardado, num envelope macio, como a última prova da existência de um lugar no mundo que é só seu.
Max Richter fez isso no ano passado. Com 24 postais diferentes. E vinhetas extraordinárias, entre piano, cordas, efeitos e distorção. No http://www.24postcards.co.uk/, estão os pedaços de mundo do maestro, acompanhados da magnífica homenagem que prestou para cada um.
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16 de janeiro de 2009
mp3 do dia - burning hearts

Finlandeses gostam de duas coisas: sexo e vodka. Relato de alguém que viajou para lá. O tédio trazido pela neve leva as pessoas a isso.
Sobre o sexo, não tenho certeza, mas parece que eles realmente gostam de uma vodka. Lembro-me de uma notícia sobre como a família do Mika Hakkinnen fez uma intervenção para o então piloto da Fórmula-1 parar de beber. A McLaren, sua equipe, ajudou na empreitada. Temiam sua morte. Sem brincadeira.
Engana-se aquele tentado pela idéia de um país regido por sexo e vodka. Sem freios morais/sociais, ambos acabam destituídos de qualquer carga emocional. Não há expectativas para o primeiro gole ou o mistério guardado por um sutiã. Eles simplesmente estão lá, o tempo todo, banalizados. O prazer acaba surgindo de outros lugares. Como a música.
A ironia está em como, em meio a essa semi-sordidez, álcool e sexo, e justamente devido a ela, surgem bandas como os Burning Hearts. Um multi-instrumentista e uma cantora, forjando canções de Labrador Records e sintetizadores. É o romance que falta no cotidiano, condensado em pop indiscutível.
[MP3: burning hearts - a peasant's dream]
do álbum aboa sleeping (2009)
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15 de janeiro de 2009
mp3 do dia - telepathe

Gosto do Telepathe. Bastante. E estava ansioso pelo disco novo das moças. Tenho até um MP3 do Dia anterior para mostrar.
Bem, vazou o trabalho, finalmente. Seu nome é Dance Mother (2009). O Dave Sitek, do TV on the Radio, foi o produtor. Pelo que entendi, elas não jogaram as gravações fora, ao contrário desses sujeitos aqui. Fizeram bem. O homem entende de atmosferas e texturas sintetizadas. E é isso, junto a uma constante curiosidade percussiva, que faz o Telepathe soar tão distinto. E bom.
Colocaria uma faixa inédita, mas fui tão arrebatado pela nova versão de Can't Stand It, música que já tinha saído em um EP, que mudei de ideia. Recomendo fones de ouvido.
[MP3: telepathe - can't stand it]
do álbum dance mother (2009)
Ah, que diabos, vai uma inédita junto também. Vocês vão baixar (ou já baixaram) o disco de qualquer jeito, peraltinhas. Feliz Ano Novo.
[MP3: telepathe - so fine]
braços torcidos
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Também adicionei o widget de seguidores. Nem sei direito para o que serve isso, mas convido-os a dar o ar de suas respectivas graças por lá.
"Ano novo, experimentos novos": essa foi a resolução do Dominódromo para 2009. E posts mais constantes também. E menos cinismo. E menos Pitchfork.
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i remember courtney love when she was a dude
O cabelo sujo, os dentes sujos, as roupas sujas, os banheiros sujos... Ah, os dias do grunge eram gloriosos, de fato.
O sujeito chama-se Eugene Mirman. Ele é comediante, tem dois discos de stand-up, um deles lançado pela Sub Pop, já abriu shows de gente como Modest Mouse e Yo La Tengo, e atua no sensacional Flight of the Conchords. Nada mal, Eugene, nada mal.
O sujeito chama-se Eugene Mirman. Ele é comediante, tem dois discos de stand-up, um deles lançado pela Sub Pop, já abriu shows de gente como Modest Mouse e Yo La Tengo, e atua no sensacional Flight of the Conchords. Nada mal, Eugene, nada mal.
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14 de janeiro de 2009
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