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8 de outubro de 2007

1 de outubro de 2007

show do digitalism no brasil é cancelado

O show do Digitalism, que rolaria no sábado, dia 06/10, na Clash Club, foi cancelado. O motivo seria o cansaço de um dos membros da dupla.

Apesar disso, a agenda dos caras continua confirmada a partir do dia 10/10. Ainda não foi anunciado se a apresentação vai ser remarcada.

18 de setembro de 2007

o nokia trends já era

O nosso querido Bruno deu a dica: o Nokia Trends melou. O evento, que no ano passado teve uma produção impecável e um lineup meio duvidoso, não vai rolar nesse ano.

É uma pena. Foi lá que vi um dos melhores shows do ano passado, o do Ladytron. Para relembrar, vai o vídeo de Destroy Everything You Touch, ao vivo, no Nokia.

Já o Digitalism (foto) e o Joakim, que estavam confirmados para tocar no evento, devem vir para cá do mesmo jeito, mas para se apresentar na Clash Club, no dia seis de outubro.

1 de agosto de 2007

niu reivi

Recebi um flyer que estampava, com orgulho, o termo new rave. Coisa de gente ignorante (ou muito esperta).

Até onde eu sei, a tal new rave, fenômeno recente, é a volta da cultura rave - festas épicas, roupas cítricas, fosforescência, drogas -, na Inglaterra, entre uma audiência que mal presenciou a primeira onda.

A new rave não se aplica ao Brasil. Povo diferente, cultura diferente, história diferente.

Aqui, ainda vivemos a cultura rave, anos depois do fim da mesma na Inglaterra. E essa nossa rave é outra, um evento para playboy, a via comum; a dos ingleses era uma antítese das fastidiosas rádios e casas noturnas da época, um contrafluxo.

Não faz sentido vender new rave no Brasil.

E fica pior.

Segundo o flyer, os DJs da festa tocariam new rave para a pista. Estranho. Você costuma ir a raves. Você não ouve rave. Na rave, toca psytrance, house, techno, drum n' bass, etc.

Essa incoerência primária gera discussões despropositadas acerca de um suposto gênero musical new rave: uns dizem que é música eletrônica com estética mais rock (Justice, Digitalism, Simian Mobile Disco, toda a turma Kitsuné-Modular), e a ridícula volta do remix, estragando todas as músicas das quais eu gosto; outros falam que é rock cheesy e sem pretensões, feito especificamente para pista de dança (daí os teclados cafonas e os sing-a-longs), como Datarock ou o próprio Klaxons, o EMF do século XXI (YOU'RE UNBELIEVABLE... OOOOOOOOOW!). Mas já vi jogarem Cansei de Ser Sexy, Hot Chip, Death from Above 1979 e The Gossip nesse bolo. Apples and oranges.

Ninguém conseguirá chegar a uma resposta contundente para a questão, pois tudo isso não passa de um engodo da mídia, uma grande bolha especulativa alimentada pela idiotice das pessoas.

Se não quiser passar vexame, diga que new rave é a música - sem distinção de gêneros -, que costuma tocar em uma suposta festa new rave, a versão contemporânea das antigas raves, que acontece lá na Inglaterra. Ponto. Agora é só copiar e colar essa definição, enviá-la para a sua lista de discussão, e marcar pontos com aquela menininha indie de óculos pretos e espessos, cujas lentes carecem de grau.

Pessoalmente, ainda prefiro a minha definição: new rave é desculpa para indie tomar pastilha e dançar eletrônico poperô. É farsa para achar que faz parte de algum movimento cultural relevante - uma espécie de carpe diem, no caso -, em meio a essa era de apatia ideológica.