16 de dezembro de 2008

um programa obrigatório (na verdade, três)

juan stewart
O incrível Rodrigo Maceira - aquele do Club de las Serpientes, sabe? - está organizando 3 shows obrigatórios no SESC Vila Mariana. No palco, a nova música latino-americana. Destaque para o lindíssimo novo show do Juan Stewart - aquele da Entonces, sabe?

O Dominódromo, claro, estará lá. Todas as noites. E ele acha que você deveria aparecer também.

Franny Glass, Caramelitus e Juan Stewart trazem a nova música do Cone Sul a São Paulo
Independentes da Argentina, do Chile e Uruguai fazem única apresentação no Sesc Vila Mariana


Nos próximos dias 16, 17 e 18 de dezembro, o projeto Cone Sul em Movimento traz ao auditório do SESC Vila Mariana importantes nomes da atual música independente do Uruguai, do Chile e da Argentina. A pequena mostra é o primeiro episódio da trilogia La Joven Guardia, que, em 2009, continuará apresentando jovens artistas da América Latina e da Espanha ao público brasileiro.

Sobre os artistas:

Gonzalo Deniz, o Franny Glass, é uma jovem revelação do novo folk uruguaio. Compositor, intérprete e cineasta, publicou Con la mente perdida en intereses secretos, em 2007, e prepara o lançamento de Hay un cuerpo tirado en la calle ainda para 2008. Seu trabalho aponta influências de Fernando Cabrera e Belle & Sebastian. No Brasil, apresenta-se no formato voz e violão. myspace.com/32canciones

Camila Moreno e Töm Preuss, os Caramelitus, combinam raízes da música latino-americana e texturas eletrônicas, passeando por gêneros como folktronica, dreampop e trip hop. Em sua estréia em São Paulo, a dupla chilena mostra o repertório de El otro habitat, disco virtual publicado em 2008, com influências de Björk, Luzmila Carpio, Violeta Parra e Cocteau Twins. myspace.com/caramelitus

Juan Stewart apresenta em São Paulo o repertório do seu quarto disco solo, Los días (Estamos Felices, 2008). Em seu novo trabalho, o compositor, que tem no currículo colaborações com o novo cinema argentino, dirige todas as atenções para o piano. Melodias minimalistas, efeitos eletrônicos e ambiências, com o acompanhamento de Javier Diz na bateria e na guitarra. myspace.com/juanstewart

Serviço:
CONE SUL EM MOVIMENTO

Franny Glass, Uruguai
16 de dezembro de 2008, às 20h / R$12

Caramelitus, Chile
17 de dezembro de 2008, às 20h / R$12

Juan Stewart, Argentina
18 de dezembro de 2008, às 20h / R$12

Sesc Vila Mariana - Auditório
Rua Pelotas, 141 - São Paulo

INFORMAÇÕES:
http://www.silabaosilbido.com/conesul/
myspace.com/sinopuedobailar
silaba@silabaosilbido.com

12 de dezembro de 2008

então, o blog está largado, né?

Mas voltará logo. Muito trabalho por aqui. Correndo para fechar tudo e garantir as férias. E ouvindo a música desse sujeito. Muito.





Gênio.

4 de novembro de 2008

de onde veio isso #8

Stars & Sons, uma das muitas músicas espetaculares do Broken Social Scene, no comercial inglês de um chocolate da Cadbury.



Acho que eu compraria o produto só pelo bom gosto do anunciante...

30 de outubro de 2008

vocês viram o novo site de vídeos da MTV americana?

Por ora, são mais de 20 mil vídeos, incluindo boa parte dos clássicos do acervo do canal. Dá para encontrar também performances das bandas nos programas deles, como o clássico 120 Minutes (o Lado-B de lá). E tudo funciona muito bem (ao contrário do infame Overdrive daqui).

O endereço do site é www.mtvmusic.com.

Como exemplo, dêem uma olhada no que tem de coisa do Pavement aqui, ó.

22 de outubro de 2008

mp3 do dia - asobi seksu

asobi seksu
Devo ser o único fã de Asobi Seksu que não gostou tanto assim do Citrus. Ainda acho o disco de estréia, Asobi Seksu, muito melhor - os momentos mais belos eram infinitamente mais belos; os barulhentos, infinitamente mais barulhentos. No Citrus, esses extremos foram homogeneizados em músicas curtas e mais rígidas. E houve um equívoco na ênfase à voz aguda de Yuki Chikudate, que virou mais um porém do que um também para a verdadeira força da banda, suas guitarras absurdas.

Não entendo como ninguém concorda comigo: ainda hoje, as poucas músicas que fogem à regra, como a espetacular Red Sea, soam tão melhores do que Strawberries ou New Years, exemplos de uma forçosa tentativa de ser mais pop.

Nada contra a evolução para o pop. Basta ler o arquivo de MP3s do Dia para constatar como sou a favor dessa progressão. Basta que seja bem-feita e não sacrifique justamente aquilo que torna a banda tão especial.

E se o Citrus foi uma tentativa frustrada (e frustrante) de pop, Me & Mary, single novo do próximo disco do Asobi, é certeza irreprensível... Soa coerente com o som deles, mas vai muito além: uma bateria surpreendentemente agressiva, as mesmas guitarras absurdas supracitadas, e uma Yuki cantando com a moderação correta. É absolutamente pop, mas tem extremos, explosões, efeitos, ruídos, todos contidos em 3 minutos. Tudo se encaixou.


[MP3: asobi seksu - me & mary]
do single me & mary (2008)

16 de outubro de 2008

15 de outubro de 2008

mp3 do dia - lukestar

lake toba
O Lukestar é norueguês, mas tem gostinho de emo/post-hardcore americano dos anos 90, aquele momento no qual a turma do hardcore baixou a guarda e disse sim à melodia e a influências mais diversas.

Ainda ficou aí para ler o resto do texto? Que bom.

A lembrança deve surgir da falta de estrutura geral no som do Lukestar: sobram sobreposições meticulosas de guitarras suaves e dedilhadas, vocais em locais inesperados, pausas e novos começos, tempo em contração e estendimento. Tudo em pé, miraculosamente, graças ao grude das melodias. E com uma camada adicional de notas espaciais, que cria uma esquisitice estranhamente palatável - aparentemente, eles são maiores do que o A-Ha lá na Noruega.

O refrão de White Shade é ridiculamente pegajoso. Dá vontade de cantar junto, ainda que duas oitavas abaixo do desequilíbrio hormonal da voz de Truls Heggero, mais alienígena ou infantil do que efeminada. Cantar escondido, claro. Isso não parece música de hipster. E o disco se chama Lake Toba. Vou ter que colocar umas 20 bandas neo-indie-folk-drone por aqui para recuperar o crédito.


[MP3: lukestar - white shade]
do disco lake toba (2008)

14 de outubro de 2008

club de las serpientes #19 - loopdrop

loopdrop
Eu sei, pode parecer loucura, vai de quem quiser acreditar. A gente nunca acha que a nossa vida pode ser cinema. O cotidiano burocrático, a fila no terminal de ônibus, o troco de 1 centavo roubado no caixa do supermercado. Nada disso reforça a possibilidade de uma aventura especial. Caraca. Aí, quando surgiu o convite de viagem, completamente inesperado, tive medo da dívida a prazo e das quase 50 vezes no cartão, Dow Jones, Nasdaq, crédito no osso. Vai ser bom, Gustavo, repeti as 6 horas da noite que me manteve acordado, sem dormir. Férias, rapaz, larga de ser covarde, pomba, a vida passando, a ex-namorada casando, movimento, señor, arriba e adelante!. O espírito com que entrei no avião, frágil, dobrado imediatamente após as 8 horas de vôo (se não fui traído pelo fuso). Na cidade, meio em pânico, a água e a luz atrasadas - por cinco dias em Monterrey? Já foi, Gustavo. Tudo bem. O Alejandro e a Diana, dia inteiro fora, no trabalho; privacidade de hotel. Acordei, descansado, xícara de leite frio, uma volta no quarteirão, a loja de disco aqui do lado, igualzinha, igualzinha, chamando para dançar, com jeito de Eva Green, a chica com quem dormiria todas as noites da minha vida, à base daquele mesmo mantra, "Triciclo", e de um sem número de doses de conhaque, saudade e imaginação.
Rodrigo Maceira







[MP3: loopdrop - triciclo]
myspace.com/loopdrop