26 de janeiro de 2009

dos dias em que tive um zine

club de las serpientes
(para baixar: botão direito > "salvar link como")

Tive um zine no início de 2005, chamado Club de las Serpientes. Éramos eu, Rodrigo Maceira e Mariana Cetra, mais amigos-colaboradores, falando sobre cultura. O foco, inicialmente, estava na música, mas, olhando para trás, percebo que esta era apenas uma desculpa para escrevermos.

Postulamos um manifesto, feito como um anagrama de textos dos três, entrevistamos bandas, expusemos as associações que fazíamos a cada música. Fomos ingênuos no esforço. Não havia objetivos maiores - o impresso na mão bastava.

Ou não. Pois abrir a caixa recém-chegada da gráfica não bastou. Acabamos por distribuir o zine na Sensorial e fazer um lançamento oficial dele na Funhouse, onde tocamos M83, The Radio Dept e Broken Social Scene.

Foi incrível. E, ainda sim, o fim chegou, dias depois. A mediocridade do mundo real não tarda em bater à porta. E eu não hesito em torcer a maçaneta, sem olho mágico, para ela.

Sinto falta daquela ingenuidade-relâmpago.

O PDF do zine está aqui, na íntegra, para download. Recomendo a leitura no Reading Mode do Acrobat, com Page Display "Two Up".

4 comentários:

Rodrigo Maceira disse...

Na verdade, revendo, fiquei confuso! Tem coisa ingênua e coisa extraordinária ;o) E nem tudo foi mundo real nos dias seguintes. Foi? Abrá!

Gilberto disse...

Eu peguei duas edições e dei de presente as duas, lembro que logo depois fui pra Londres e deixa lá com amigos... não tem mais nenhuma cópia sobrando aí? Hehe, mas pô, só uma edição!? Eu lancei umas 30 do meu zine Esquizofrenia!!

fernando araújo disse...

Incrível a sua disciplina, ainda mais com a qualidade das bandas e textos que constaram lá.

E sabe o que é engraçado? Fazer um blog é bem mais prático, mas, no final da contas, você acaba escrevendo, por mês, o suficiente para umas 3, 4 edições de um pequeno zine. A pulverização é uma mão na roda.

Mariana Cetra disse...

O ano de lá era 2005...
O ano de cá é 2009...
Um horizonte-vertical de 4 anos e pensando em mundo real, a ingenuidade torna-se cada vez mais extraordinária.

Besitos!